O processador que você usa pode fazer o Valorant te banir

Sistema antitrapaça da Riot pode restringir o acesso ao jogo a partir de componentes físicos do computador

Mulher jogando Valorant no computador
Crédito: Unsplash

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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Comprar peças usadas pode ser uma alternativa para montar ou atualizar um computador gastando menos. No entanto, os jogadores de títulos competitivos precisam considerar um risco que vai além de defeitos, desgaste ou falta de garantia.

Sistemas anti trapaça conseguem identificar características do hardware utilizado pelo computador. Em determinados casos, essa tecnologia pode relacionar uma máquina a punições aplicadas anteriormente e afetar usuários que não participaram da infração.

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CPU USADA PODE CARREGAR BANIMENTO DO VALORANT

Um caso recente envolvendo Valorant chamou atenção para esse problema. Um jogador afirmou ter comprado um processador Ryzen 7 5800X3D usado e sido banido ao entrar no jogo com uma conta que, segundo seu relato, nunca havia utilizado trapaças.

O motivo estaria relacionado ao histórico do componente. O sistema antitrapaça Vanguard, da Riot Games, utiliza mecanismos capazes de detectar o hardware associado a comportamentos de trapaça. 

A própria Riot confirma que seus banimentos por hardware podem restringir o acesso aos jogos da empresa a partir dos componentes físicos do computador.

COMO FUNCIONA O BANIMENTO POR HARDWARE?

O chamado HWID ban é diferente de uma punição aplicada somente à conta. Nesse sistema, a Riot associa a restrição a componentes físicos do computador. Durante o período do banimento, outras contas acessadas pela mesma máquina também podem ter o acesso restringido.

Segundo a Riot Games, esse tipo de punição pode ser aplicado em casos relacionados a trapaças. A empresa explica que uma conta utilizada em um computador com HWID ban pode receber uma restrição temporária enquanto o equipamento estiver impedido de acessar o jogo.

O Vanguard, sistema antitrapaça do Valorant, também utiliza mecanismos para identificar hardware associado à trapaças. A Riot afirma que a tecnologia combina diferentes medidas para detectar e impedir o uso de softwares e equipamentos utilizados para obter vantagens indevidas.

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VALE A PENA COMPRAR PEÇAS USADAS?

O problema é que o comprador não possui uma ferramenta pública para consultar antecipadamente se determinado componente está associado a uma punição. Isso torna mais difícil avaliar o risco antes de fechar negócio no mercado de segunda mão.

Por isso, quem pretende comprar uma CPU ou outra peça usada para jogar Valorant deve considerar também a procedência do componente. Guardar informações sobre o vendedor, a negociação e a origem da peça pode ser importante caso surja algum problema posteriormente.

O episódio também mostra um efeito colateral dos sistemas antitrapaça baseados em hardware. Medidas criadas para impedir que trapaceiros retornem ao jogo podem atingir compradores que adquiriram componentes usados sem conhecer o histórico anterior. 

Embora situações desse tipo sejam consideradas raras, elas adicionam um novo fator de risco ao mercado de hardware de segunda mão.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais