A forma de usar IA que Bill Gates acredita ser a mais eficiente

Bill Gates defende uma abordagem à IA que vai além de fazer tarefas mais rapidamente

Bill Gates
Crédito: Pexels / Imagem criada com auxílio do ChatGPT

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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A inteligência artificial pode ser usada para automatizar tarefas, gerar conteúdo e analisar informações. 

Para Bill Gates, porém, o potencial da tecnologia vai além de simplesmente fazer mais coisas em menos tempo: a IA também pode ajudar a melhorar a qualidade do trabalho.

A avaliação foi compartilhada por Adam Brotman, ex-diretor digital da Starbucks e coautor do livro AI First, em entrevista à Fast Company. Brotman e Andy Sack conversaram com Gates para a publicação e apontaram duas ideias que chamaram atenção durante a conversa.

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GATES COMPAROU IA AO INÍCIO DA ERA DOS PCS

Uma das observações de Gates foi sobre o impacto do ChatGPT-4. 

Segundo Brotman, o empresário comparou a primeira vez que viu a ferramenta com o momento em que teve contato com uma interface gráfica de usuário, antes da Microsoft participar da popularização dos computadores pessoais com o Windows.

A comparação serve para dimensionar a importância que Gates atribui à tecnologia. Para ele, a inteligência artificial representa uma mudança significativa na forma como as pessoas interagem com computadores e utilizam software.

PRODUTIVIDADE NÃO É SÓ FAZER MAIS

O segundo ponto destacado por Brotman está relacionado ao conceito de produtividade. Segundo ele, Gates chamou atenção para uma dimensão qualitativa do termo.

Em geral, as pessoas associam a produtividade à quantidade de trabalho produzido. A visão apresentada por Gates amplia essa definição: quando alguém sabe utilizar uma ferramenta de IA generativa, o ganho pode aparecer também na qualidade do resultado final.

Isso significa que a tecnologia pode ajudar uma pessoa a produzir mais e, ao mesmo tempo, aprimorar o trabalho realizado. A diferença está na maneira como as pessoas utilizam a ferramenta.

COMO USAR IA NO TRABALHO?

Na entrevista, Brotman também defendeu uma utilização mais cotidiana da inteligência artificial.

Em vez de pensar apenas em grandes projetos de automação, empresas podem incentivar funcionários a usar IA várias vezes ao longo do dia para apoiar decisões, análises e tarefas profissionais.

Ele descreve essa abordagem como uma espécie de “co-inteligência”, na qual a IA funciona como uma colega e parceira de trabalho. A ferramenta ajuda no debate de ideias, serve de ponto de partida para análises e orienta a tomada de decisões.

Essa visão também muda a forma de avaliar o uso da tecnologia. O objetivo não seria apenas entregar uma tarefa mais rapidamente, mas aproveitar a IA para pensar melhor sobre o trabalho e elevar a qualidade do resultado.

Para Gates, portanto, o valor da inteligência artificial está relacionado tanto ao ganho de produtividade quanto à capacidade de ampliar o que uma pessoa consegue realizar com a tecnologia.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais