Além do ChatGPT: como a Anthropic está transformando a programação
Veja por que a programação pode estar entrando em uma nova fase de autonomia

A Anthropic vem ganhando espaço entre engenheiros e entusiastas ao apostar em ferramentas que reduzem barreiras técnicas e transformam a programação em um processo mais direto, automatizado e acessível.
O avanço tem chamado a atenção porque desloca o debate da corrida da Inteligência Artificial para além dos nomes mais óbvios do setor, como ChatGPT e Gemini e aponta para uma mudança estrutural na forma como software passa a ser criado.
Segundo a Axios, a adoção acelerada da ferramenta do Claude Code mostra que há espaço para soluções focadas em usabilidade, autonomia e integração real ao fluxo de trabalho de quem programa.
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O QUE É O PROJETO DA ANTHROPIC?
O Claude Code é o agente de codificação desenvolvido pela Anthropic e alimentado por modelos avançados como o Claude Opus 4.5.
A proposta é permitir que usuários descrevam tarefas em linguagem natural, enquanto o sistema lê projetos inteiros, planeja alterações complexas, escreve, testa, depura código e executa comandos de forma autônoma por longos períodos.
Na prática, a ferramenta reduz a dependência de softwares intermediários e amplia o acesso à criação de aplicativos, sites, automações e sistemas personalizados.
Profissionais experientes e usuários sem formação técnica relatam ganhos expressivos de produtividade, além de uma curva de aprendizado muito menor em comparação com soluções tradicionais.
POR QUE CRESCE O INTERESSE NO DISPOSITIVO
O aumento do interesse não se deve a uma única inovação isolada, mas à combinação de fatores. Os modelos de base evoluíram de forma consistente, tornando as respostas mais confiáveis e as execuções mais estáveis.
Além disso, o Claude Code opera diretamente no terminal, ambiente onde desenvolvedores já concentram seu trabalho diário, o que reduz fricções de uso.
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Outro ponto relevante foi o timing. Períodos de menor carga de trabalho permitiram que mais pessoas testassem a ferramenta em projetos reais.
Esse uso prático ajudou a consolidar a percepção de que a programação assistida está entrando em uma nova fase, mais próxima da autonomia do que do simples suporte pontual.
A codificação baseada em instruções naturais amplia quem pode criar soluções digitais e altera a dinâmica da produtividade no setor. Um único engenheiro passa a executar tarefas equivalentes às de várias pessoas, desde protótipos até sistemas funcionais complexos.
Ainda assim, há limites claros. Transformar um protótipo em um produto seguro, escalável e pronto para uso corporativo continua exigindo conhecimento técnico aprofundado.
A diferença entre gerar código e manter sistemas críticos permanece significativa, o que mantém a necessidade de especialistas humanos no processo.
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A Anthropic, ao posicionar o Claude Code como um agente semiautônomo e não apenas como um chatbot, ajuda a demonstrar que a próxima etapa da Inteligência Artificial aplicada ao desenvolvimento pode redefinir não só quem programa, mas também o papel do próprio programador.