Deepfakes com IA da Grok geram alerta: veja o que fazer se você for vítima
Uso indevido de Inteligência Artificial levanta alertas sobre limites da tecnologia

A ferramenta de edição de imagens da Grok, Inteligência Artificial integrada à rede social X, passou a ser usada para gerar deepfakes de pessoas reais sem consentimento. As montagens incluem biquínis, poses sexualizadas e contextos sensuais.
O caso ganhou repercussão porque as imagens começaram a circular dentro do próprio X. Usuários relataram que bastava subir uma foto comum para que a tecnologia gerasse versões falsas, muitas vezes de mulheres e até crianças.
A Grok pertence à xAI, empresa de Elon Musk, e está diretamente integrada ao X. A facilidade de acesso ao uso da ferramenta acelerou a disseminação das deepfakes gerando críticas dos usuários sobre falhas de segurança e moderação.
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Durante a repercussão, usuários questionaram a própria ferramenta sobre as imagens falsas. Em algumas respostas, a Grok condenou a prática, pediu desculpas e reconheceu falhas nos filtros de segurança.
Essas respostas, no entanto, não representam posicionamento oficial da xAI. A empresa afirmou que as mensagens geradas refletem apenas interações automáticas da Inteligência Artificial.
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Cobrança da plataforma
Com a viralização dos deepfakes, autoridades de diferentes países iniciaram investigações sobre a atuação da plataforma X e o uso da tecnologia da Grok.
No Brasil, a deputada federal Erika Hilton protocolou denúncia junto ao Ministério Público Federal e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados. O pedido solicita a suspensão da ferramenta no país até a conclusão das investigações.
A parlamentar argumenta que a geração de imagens falsas sem consentimento viola direitos fundamentais e amplia riscos de violência digital, especialmente contra mulheres.
O que fazer se você for vítima de deepfake?
Ser alvo de um deepfake pode causar danos emocionais, profissionais e à reputação. A Justiça brasileira e plataformas jurídicas como o JusBrasil indicam medidas práticas para reagir rapidamente.
A atuação rápida ajuda a reduzir o alcance do conteúdo e fortalece possíveis ações legais.
1. Reúna provas imediatamente
A vítima deve acessar o conteúdo e confirmar se a imagem, vídeo ou áudio utiliza sua identidade. Detalhes como falhas visuais, movimentos irreais e contexto estranho ajudam na identificação.
É essencial salvar o material, incluindo links, datas, horários, capturas de tela, comentários e nomes de perfis envolvidos. Essas provas serão fundamentais em denúncias futuras.
2. Denuncie nas plataformas e às autoridades
Cada rede social possui mecanismos próprios de denúncia para conteúdos falsos ou prejudiciais. O registro deve ser feito somente após o armazenamento das provas.
Se houver difamação, ameaça ou crime, a vítima pode procurar a polícia, o Ministério Público ou, em casos eleitorais, a Justiça Eleitoral.
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3. Avise pessoas próximas e o público
Informar amigos, familiares e colegas ajuda a conter a disseminação do conteúdo falso. O pedido deve ser claro para que ninguém compartilhe as imagens.
Em casos de grande alcance, um comunicado público pode esclarecer que o material é falso. O ideal é buscar orientação jurídica antes de se manifestar.
4. Reforce sua segurança digital
Trocar senhas de e-mails, redes sociais e serviços online reduz o risco de novos ataques. A medida deve ser imediata.
Monitorar menções ao próprio nome ajuda a identificar novas publicações do deepfake e agir rapidamente.
5. Busque apoio emocional e jurídico
A exposição a deepfakes pode gerar ansiedade e estresse. Apoio psicológico e conversas com pessoas de confiança ajudam no enfrentamento.
A orientação de um advogado especializado em crimes digitais permite avaliar ações legais e pedidos de reparação.
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