GPT-6 Astra projeta aparelho eletrônico para a OpenAI em menos de uma semana

Modelo participou do desenho, da seleção de componentes e da programação de um protótipo desenvolvido por dois funcionários

OpenAI
IA ajudou a criar a estrutura, a placa eletrônica e o software de um aparelho experimental conectado ao Codex. (Créditos: Unsplash)

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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O GPT-6 Astra ajudou a projetar um aparelho eletrônico funcional para a OpenAI em menos de uma semana. O dispositivo foi criado como um projeto experimental por dois integrantes da empresa e tem uma proposta específica: permitir que usuários interajam com o Codex por meio de uma interface física.

A inteligência artificial participou de diferentes etapas do desenvolvimento, incluindo o desenho da estrutura externa, a escolha dos componentes eletrônicos, a criação da placa de circuito e a programação do software.

O projeto demonstra como modelos de IA podem auxiliar profissionais em atividades que envolvem engenharia mecânica, eletrônica e desenvolvimento de sistemas.

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COMO A IA PROJETOU O APARELHO

O trabalho começou com o GPT-6, que ajudou a definir os requisitos funcionais do dispositivo e a orientar o desenvolvimento. Em seguida, o Astra assumiu tarefas de design e engenharia, utilizando recursos multimodais e ferramentas de interação com o computador.

O modelo desenvolveu o formato externo do aparelho e as estruturas internas necessárias para acomodar os componentes. Também selecionou peças eletrônicas e elaborou o projeto da placa de circuito impresso, incluindo a disposição dos componentes e suas conexões.

Na parte de software, a IA criou a interface e gerou o firmware e as integrações necessárias para conectar o equipamento ao Codex. Segundo a OpenAI, dois funcionários conduziram o projeto paralelamente às atividades habituais e concluíram o desenho em menos de sete dias.

FABRICAÇÃO EXIGIU REVISÕES HUMANAS

Embora o projeto tenha avançado rapidamente, transformar os desenhos em um produto fabricável exigiu etapas adicionais. Uma fabricante contratada produziu um pequeno lote de protótipos em menos de um mês, mas o processo passou por várias rodadas de revisão.

A OpenAI identificou limitações importantes no trabalho do modelo. O Astra nem sempre considerou corretamente os limites de produção, as tolerâncias das peças e os detalhes necessários para a montagem. Esses fatores exigiram ajustes antes da fabricação.

O episódio mostra que projetar um dispositivo digitalmente não significa que ele esteja automaticamente pronto para produção. A validação humana continua necessária para verificar se as peças podem ser fabricadas e montadas de maneira adequada.

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OPENAI AMPLIA USO DE IA NA ENGENHARIA

O experimento faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa para aplicar inteligência artificial em projetos físicos. Desde fevereiro de 2026, o uso de modelos pelas equipes de hardware da OpenAI, medido em tokens, aumentou 23 vezes.

Os profissionais já utilizam Codex e ChatGPT para criar modelos CAD, preparar desenhos técnicos, configurar simulações e revisar projetos. 

A empresa também mantém colaborações com a Chip Ganassi Racing, equipe de automobilismo, e anunciou uma parceria de pesquisa com a Mazda para explorar aplicações em aerodinâmica e segurança automotiva.

Os resultados indicam avanços no uso de IA para engenharia, mas a própria empresa ressalta que ainda existem desafios entre desenvolver um projeto e garantir sua fabricação segura e confiável.

Créditos: Reprodução/X/@openai


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais