IA pode ajudar na identificação de agressores de mulheres; entenda

O projeto também prevê a criação de um banco de dados nacional com informações coletadas durante o monitoramento

IA pode ajudar na identificação de agressores de mulheres
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Joyce Canelle 2 minutos de leitura

O Senado aprovou na última terça-feira (11), um projeto de lei que autoriza o uso de Inteligência Artificial (IA) para monitorar agressores enquadrados em medidas protetivas da Lei Maria da Penha.

A proposta cria um programa nacional que utiliza tecnologia para acompanhar o cumprimento das decisões judiciais e reforçar a proteção de vítimas de violência doméstica. De acordo com o Senado, o texto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de prevenção do Estado, para isso, prevê o uso de dispositivos eletrônicos que permitam identificar quando um agressor descumpre determinações impostas pela Justiça, como manter distância da vítima ou evitar determinados locais.

MONITORAMENTO COM IA

O projeto estabelece a criação do Programa Nacional de Monitoramento de Agressores com o Uso de Tecnologia por Inteligência Artificial. Na prática, o acompanhamento poderá ser feito por tornozeleiras eletrônicas ou dispositivos equivalentes.

Esses equipamentos emitem sinais eletrônicos que permitem às autoridades localizar o agressor em tempo real. Dessa forma, quando houver violação da medida protetiva, os órgãos responsáveis podem ser alertados imediatamente.

Além disso, a tecnologia poderá identificar situações de risco e antecipar possíveis tentativas de aproximação. Com isso, a atuação das forças de segurança tende a se tornar mais rápida.

ALERTA DIRETO PARA A VÍTIMA

Outro ponto previsto na proposta é o uso de aplicativos de celular para ampliar a segurança das vítimas. Quando houver autorização judicial e condições técnicas, o poder público poderá oferecer um aplicativo que avisa a vítima caso o agressor se aproxime.

Assim, a pessoa protegida poderá receber notificações no telefone e acionar a polícia por meio de um botão de emergência. O aplicativo também deverá reunir informações sobre direitos, serviços públicos e canais de apoio disponíveis.

A ideia é integrar proteção e orientação em um único sistema digital, facilitando o acesso a ajuda em momentos de risco.

USO DE DADOS PARA PREVENÇÃO

O projeto também prevê a criação de um banco de dados nacional com informações coletadas durante o monitoramento. Esses dados poderão ser utilizados para produzir estudos e diagnósticos sobre a violência contra mulheres no país.

Com esse material, o poder público poderá planejar políticas públicas mais eficazes, o objetivo é identificar padrões de comportamento e antecipar situações que possam resultar em novas agressões.

PRÓXIMOS PASSOS DO PROJETO COM IA

Depois da aprovação no Senado, o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado pelos parlamentares e sancionado, o programa poderá integrar tecnologias digitais ao sistema de proteção previsto pela Lei Maria da Penha.

A expectativa é que o uso de IA fortaleça a fiscalização das medidas protetivas e ajude a reduzir episódios de violência doméstica no Brasil.


SOBRE O(A) AUTOR(A)

Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais