Meta quer que você crie seu próprio aparelho com inteligência artificial

Além de desenvolver seu próprio aparelho, usuário pode experimentar diferentes formas de interagir com o Muse

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Créditos: Unsplash

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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A Meta quer levar o Muse para além dos aplicativos e transformar o agente de inteligência artificial em uma plataforma para aparelhos criados pelos próprios usuários. 

A empresa lançou o Muse Gadgets, projeto de código aberto que permite conectar o sistema a telas, botões, sensores e outros componentes. Segundo o TechCrunch, a proposta permite criar dispositivos personalizados capazes de interagir diretamente com o Muse.

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MUSE GADGETS PERMITE CRIAR APARELHOS COM IA

O projeto oferece firmware de código aberto para placas ESP32 e um SDK para Linux. Com essas ferramentas, é possível usar uma placa disponível no mercado ou um computador como Raspberry Pi para construir um aparelho conectado ao Muse.

De acordo com a Meta, os dispositivos podem receber telas, entrada e saída de áudio, botões, sensores e outros componentes. A plataforma também disponibiliza o código-fonte dos SDKs e do firmware sob a licença Apache 2.0.

A Meta sugere diferentes projetos para começar. Entre eles estão uma tela colorida de tinta eletrônica para exibir lembretes e listas, um dispositivo com tela AMOLED e botão para falar com o Muse e até um aparelho conectado à televisão pela entrada HDMI.

META TAMBÉM CRIOU SEU PRÓPRIO GADGET

Além de incentivar a criação de aparelhos, a Meta desenvolveu um dispositivo próprio chamado Muse Home Link. O acessório conecta o Muse à rede Wi-Fi da casa e permite que o agente interaja com dispositivos compatíveis.

Segundo a empresa, habilidades criadas pela comunidade podem permitir ações como ligar luzes, controlar televisores e enviar documentos para uma impressora. O Home Link utiliza um chip ESP32-C5 e tem conexão Wi-Fi 6.

A Meta produziu 5 mil unidades do Home Link, que serão distribuídas gratuitamente para assinantes do Muse nos Estados Unidos, enquanto houver estoque. A distribuição é limitada e o dispositivo deve começar a ser enviado ainda neste mês de outubro.

MUSE DEIXA DE SER APENAS UM ASSISTENTE

A iniciativa amplia a estratégia da Meta para o Muse. Em vez de limitar o agente a uma interface de conversa, a empresa passa a permitir que ele interaja com objetos e dispositivos físicos.

O projeto também segue a proposta original do Muse de executar tarefas em nome do usuário. A Meta já descreve o agente como capaz de realizar atividades como enviar e-mails, reservar viagens e trabalhar com diferentes serviços.

Com o Muse Gadgets, essas funções podem chegar a aparelhos construídos pela própria comunidade. A ideia é que desenvolvedores possam criar diferentes formas de interação com a IA, enquanto a Meta fornece a base de software para conectar os dispositivos ao agente.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais