Muse Spark Open: conheça a nova IA da Meta que quer mudar a programação

Com janela de contexto de 1 milhão de tokens, Muse Spark Open foi desenvolvido para programação e fluxos de trabalho complexos

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Créditos: Unsplash/Pexels

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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A Meta anunciou a liberação dos pesos do Muse Spark Open, modelo de inteligência artificial desenvolvido para programação, engenharia de software e tarefas que exigem raciocínio em várias etapas. 

Segundo a empresa, a tecnologia reúne 816 bilhões de parâmetros, dos quais 42 bilhões são ativados por vez, e conta com uma janela de contexto de 1 milhão de tokens.

O modelo executa fluxos de trabalho complexos e tarefas prolongadas, como implementar recursos, corrigir falhas em aplicativos e realizar etapas sucessivas de desenvolvimento.

Com a liberação dos pesos, desenvolvedores e pesquisadores podem acessar a estrutura do modelo para experimentar, adaptar e criar aplicações.

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MODELO FOCA PROGRAMAÇÃO E TAREFAS COMPLEXAS

O Muse Spark Open é multimodal, ou seja, foi desenvolvido para processar diferentes tipos de informação. A Meta destaca o desempenho em tarefas de longo prazo, engenharia de software e atividades que exigem planejamento e execução de múltiplas etapas.

A janela de contexto de 1 milhão de tokens permite que o modelo trabalhe com grandes volumes de informação em uma mesma interação. Esse recurso pode ser útil para analisar bases de código extensas, acompanhar projetos complexos e considerar mais contexto ao implementar mudanças.

A empresa disponibilizou os pesos globalmente pelo Hugging Face e por plataformas de nuvem e APIs. O acesso segue a Muse Model License, que permite o uso gratuito para muitos desenvolvedores, mas estabelece condições para aplicações comerciais.

META E APPLE TESTAM EXECUÇÃO EM COMPUTADORES

Em colaboração com a Apple, a Meta afirmou ter executado o modelo localmente em um computador de mesa formado por dois Mac Studios com chips M5 Ultra e a versão mais recente do MLX, estrutura de aprendizado de máquina otimizada para o hardware da Apple.

Os testes incluíram fluxos de trabalho realizados inteiramente no dispositivo, como implementar recursos e corrigir problemas reais em aplicativos para iOS. A empresa também demonstrou tarefas de análise e edição de vídeos quadro a quadro.

ACESSO ABERTO VEM COM REGRAS DE SEGURANÇA

A Meta afirmou que o Muse Spark Open passou por etapas adicionais de treinamento de segurança e avaliações previstas no Meta Superintelligence Scaling Framework. Segundo a empresa, o modelo atingiu os critérios exigidos para a liberação.

A Meta quer ampliar o acesso a modelos avançados de inteligência artificial. Com a liberação dos pesos do Muse Spark Open, desenvolvedores, pesquisadores e empresas podem estudar o modelo, adaptá-lo e criar suas próprias soluções.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais