O que acontece quando o GPT-6 Astra tenta criar um jogo sozinho?
GPT-6 Astra é capaz de desenvolver jogos, mas resultados ainda estão longe de experiências completas

O GPT-6 Astra, novo modelo da OpenAI, chamou atenção pela capacidade de controlar um computador dentro de programas usados no desenvolvimento de jogos, como o Blender.
A tecnologia permite que usuários coloquem a IA para trabalhar na criação de experiências em 3D com pouca intervenção humana.
Segundo a Kotaku, os primeiros testes, porém, mostram uma situação diferente da ideia de uma IA capaz de desenvolver sozinha um jogo completo.
Em muitos casos, os desenvolvedores usaram o Astra para reproduzir jogos conhecidos, mas os resultados ainda exibem limitações importantes.
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IA CONSEGUE RECRIAR JOGOS CONHECIDOS
Um dos experimentos reproduziu elementos de Super Smash Bros., com personagens e uma fase inspirados no jogo da Nintendo. O projeto teria custado cerca de US$ 10 em computação, mas ficou longe de uma experiência completa.
Segundo os testes apresentados pela publicação, faltavam física, animações, modos de jogo e outras fases. Além disso, o experimento utilizou personagens e propriedades intelectuais que não pertencem à IA nem aos responsáveis pela criação.
Outro teste colocou o Astra para criar um jogo 3D inspirado em "Sonic the Hedgehog" usando a engine Godot. Na configuração Max, o processo levou 53 minutos e consumiu 4% do uso semanal de uma conta Pro x5. Na configuração Medium, foram 25 minutos e 1% do limite semanal.
OUTROS TESTES TAMBÉM MOSTRARAM LIMITAÇÕES
As experiências não ficaram restritas a esses dois jogos. Também foram apresentados projetos inspirados em Contra, do NES, e "The Simpsons: Hit & Run".
No caso de Contra, os gráficos ganharam aparência mais realista, mas a jogabilidade apresentou problemas, como saltos pouco naturais e personagens que pareciam não sofrer com os disparos dos inimigos.
Já a reprodução de "The Simpsons: Hit & Run" teve problemas de movimentação do carro, ausência de personagens e iluminação excessiva.
CRIAR UM JOGO É MAIS DO QUE GERAR CÓDIGO
Para a Kotaku, os experimentos mostram uma diferença entre produzir rapidamente uma versão jogável e desenvolver um jogo completo.
Mesmo que a tecnologia seja usada para projetos originais, ainda seria necessário trabalhar em mecânicas, otimização, ajustes e integração entre diferentes sistemas. Esses processos são importantes para transformar uma demonstração em uma experiência consistente.
Outro ponto levantado é a dependência de propriedades intelectuais existentes nos testes. Em vez de apresentar conceitos completamente originais, muitos experimentos partem de jogos já conhecidos e tentam reproduzi-los.