OpenAI desenvolve modelo de IA para identificar vulnerabilidades em softwares

Nova IA da OpenAI apresenta desempenho avançado em testes de cibersegurança

OpenAI
Ferramenta identificou dezenas de falhas graves no Firefox e analisou vulnerabilidades no núcleo do Linux. (Créditos: Unsplash)

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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A OpenAI desenvolveu o GPT-6 Cyber, inteligência artificial especializada em encontrar falhas em softwares. O modelo avalia riscos e ajuda equipes de segurança a corrigir vulnerabilidades antes de ataques de criminosos.

A ferramenta atua em pesquisas de cibersegurança autorizadas e respeita os limites estipulados pelos profissionais responsáveis pelos testes.

O sistema já integrou análises de softwares conhecidos, como o navegador Firefox e o núcleo do Linux. Segundo a OpenAI, os resultados mostram avanços na descoberta de falhas complexas e na criação de soluções para proteger infraestruturas digitais.

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GPT-6 CYBER IDENTIFICOU FALHAS NO FIREFOX E NO LINUX

Em uma campanha de pesquisa envolvendo o Firefox, o GPT-6 Cyber identificou 81 vulnerabilidades inéditas classificadas como de alta gravidade pela Mozilla. A ferramenta também apontou que outras 30 falhas conhecidas eram mais graves do que se imaginava inicialmente.

A OpenAI compartilhou as descobertas com a equipe do navegador e apresentou sugestões de correção. A Mozilla começou a implementar atualizações para resolver parte dos problemas identificados.

No Linux, o modelo reproduziu 1.724 vulnerabilidades e desenvolveu explorações funcionais para 948 delas. A empresa informou que comunicou 304 descobertas críticas aos responsáveis pela manutenção do sistema, acompanhadas de propostas de correção.

MODELO AVANÇA EM TESTES DE CIBERSEGURANÇA

O GPT-6 Cyber também apresentou resultados superiores aos de sua geração anterior, o GPT-5.6 Cyber, em avaliações de segurança digital. 

No teste ExploitGym, que mede a capacidade de explorar uma vulnerabilidade específica em um ambiente controlado, o novo modelo alcançou 48,5% de desempenho, contra 32,1% do antecessor.

Outro ponto avaliado foi a capacidade de respeitar o escopo autorizado de uma pesquisa. Sem instruções adicionais de segurança na implantação, o modelo evitou tentar explorar serviços fora dos limites definidos em 99,93% dos testes. Com essas instruções, o índice chegou a 100%.

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APENAS PROFISSIONAIS AUTORIZADOS TÊM ACESSO

Apesar das capacidades avançadas, o GPT-6 Cyber não foi disponibilizado para uso geral. Inicialmente, o acesso ocorre pela API e pelo Codex para um grupo selecionado de clientes aprovados no programa Daybreak Red, voltado a atividades de defesa digital. A OpenAI pretende ampliar gradualmente a disponibilidade para outros participantes autorizados.

A empresa também reforçou mecanismos para identificar usos indevidos, monitorar atividades suspeitas e limitar ações que possam comprometer sistemas críticos, como redes de energia, instalações industriais e serviços essenciais.

A proposta é permitir que equipes de segurança encontrem e corrijam vulnerabilidades com mais rapidez, sem abrir espaço para ataques não autorizados. Para isso, a OpenAI recomenda supervisão humana e ambientes controlados durante a utilização do modelo.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais