Quer saber se uma foto ou vídeo foi feito por IA? Google lança ferramenta gratuita

Usuários podem enviar mídias para análise e conferir se há indícios de geração por inteligência artificial

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Créditos: Pexels

Lilian Campos 1 minutos de leitura
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O Google liberou uma ferramenta gratuita que ajuda a identificar se inteligência artificial gerou imagens, vídeos e áudios.

O recurso usa o SynthID, tecnologia desenvolvida pelo Google DeepMind para inserir marcas d’água digitais em conteúdos criados com ferramentas de IA da empresa.

A proposta é facilitar a verificação de mídias que circulam na internet e ajudar usuários a entender se determinado conteúdo pode ter sido produzido artificialmente. No entanto, a ferramenta depende da presença de marcas d’água compatíveis para reconhecer a origem do material.

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COMO FUNCIONA A FERRAMENTA DO GOOGLE

O sistema utiliza o SynthID, uma tecnologia que incorpora marcas d’água diretamente ao conteúdo gerado por IA. O sistema carrega essas marcas projetadas para permanecerem identificáveis mesmo quando a mídia passa por alterações, como compressão, cortes ou ajustes.

Diferentemente de uma marca visível sobre a imagem, o SynthID funciona de forma discreta. Assim, a ferramenta consegue procurar esses sinais sem depender de informações aparentes no arquivo.

QUAIS CONTEÚDOS PODEM SER ANALISADOS

A ferramenta permite verificar imagens, vídeos e áudios para procurar indícios de geração por IA. Ao enviar um arquivo compatível, o usuário pode receber informações sobre a presença de marcas d’água SynthID no material.

A identificação, porém, tem limites: a ausência de uma marca SynthID não significa que uma pessoa criou o conteúdo ou que ele seja necessariamente autêntico.

Os desenvolvedores projetaram a tecnologia para reconhecer marcas associadas aos sistemas do Google, e não para detectar toda e qualquer mídia gerada por IA.

COMO USAR O RECURSO GRATUITO

Para fazer uma verificação, basta acessar a página oficial do SynthID e conferir as opções disponíveis. O recurso pode ajudar na análise de conteúdos suspeitos, mas o usuário deve considerar o resultado junto a outras informações sobre a origem da mídia.

Por isso, antes de compartilhar uma imagem, um vídeo ou um áudio duvidoso, vale observar também a fonte original, o contexto da publicação e possíveis sinais de manipulação. A ferramenta funciona como um apoio à verificação, não como uma garantia definitiva de autenticidade.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais