Robocop do trânsito: veja como o robô de IA patrulha ruas na China

Como funcionam os robôs que já ajudam a fiscalizar o trânsito na China

Robôcop no trânsito
O funcionamento do robô combina visão computacional, análise de dados e integração com semáforos inteligentes. Créditos: Xinhua/Divulgação

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

O Robocop deixou de ser apenas um personagem da ficção científica e passou a integrar testes reais de segurança urbana na China. Algumas cidades do país começaram a usar robôs humanoides autônomos, equipados com Inteligência Artificial, para orientar pedestres, fiscalizar infrações e auxiliar no controle do trânsito.

Segundo o portal Xinhua, em Wuhu, cidade da província de Anhui, um robô humanoide identificado como Intelligent Police Unit R001 já atua em cruzamentos de grande movimento. O equipamento opera com câmeras de alta resolução, sensores e sistemas de reconhecimento visual capazes de identificar infrações cometidas por pedestres e ciclistas em tempo real.

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O funcionamento do robô combina visão computacional, análise de dados e integração com semáforos inteligentes. Ao detectar comportamentos irregulares, como atravessar fora da faixa ou avançar o sinal vermelho, o sistema emite alertas sonoros e executa gestos sincronizados com a sinalização de trânsito, orientando os cidadãos de forma automática.

Além da fiscalização fixa, o robô consegue se deslocar de maneira autônoma para diferentes pontos da cidade. O sistema também identifica estacionamento irregular, monitora o fluxo viário e envia dados em tempo real para centrais de controle, ampliando a capacidade de resposta das autoridades locais.

A tecnologia foi desenvolvida pela empresa AiMOGA Robotics e utiliza modelos avançados de Inteligência Artificial, conhecidos como large models. Esses algoritmos permitem o processamento simultâneo de grandes volumes de dados visuais, garantindo operação contínua ao longo do dia, sem interrupções.

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CHINA E OS ROBÔS

Outras cidades chinesas, como Chengdu e Hangzhou, adotaram soluções complementares, incluindo cães-robôs e plataformas móveis sobre rodas. Esses equipamentos são usados para patrulhamento remoto, monitoramento de áreas de difícil acesso e apoio logístico em operações urbanas.

O avanço faz parte da estratégia nacional de desenvolvimento da chamada inteligência incorporada, que integra robótica, sistemas físicos e Inteligência Artificial. Projeções do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado da China indicam que o mercado do setor pode alcançar 400 bilhões de yuans (R$ 280 bilhões) até 2030 e ultrapassar 1 trilhão de yuans (R$ 700 bilhões) até 2035.

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As autoridades chinesas, por enquanto, classificam os robôs como ferramentas de apoio, e não substitutos diretos de policiais humanos. A tendência aponta que algoritmos, sensores e máquinas inteligentes devem ocupar um espaço cada vez maior no policiamento urbano, redefinindo a presença do Robocop nas ruas e a relação entre tecnologia e segurança pública.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais