Substack lança ferramenta para identificar newsletters criadas por IA

Empresa aposta em mais transparência sobre o uso de inteligência artificial por criadores de conteúdo

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A plataforma lançou um indicador para revelar como autores utilizam IA na criação de newsletters. (Foto: Fast Company Brasil)

Lilian Campos 1 minutos de leitura

O uso de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo tem se tornado cada vez mais comum, mas nem sempre os leitores sabem quando a ferramenta gerou aquele texto.

Como primeiro passo para aumentar a transparência, o Substack anunciou uma parceria com a Pangram. A novidade permite que autores informem se utilizam IA na criação de suas newsletters, enquanto leitores poderão visualizar esse dado diretamente no perfil das publicações.

COMO FUNCIONA A NOVA FERRAMENTA

O Substack adicionará ao perfil das newsletters o indicador "Uso de IA", mostrando se o autor utiliza inteligência artificial para escrever ou editar textos.

Os próprios criadores de conteúdo podem configurar essa informação nas configurações da publicação. As opções indicam se os autores evitam IA, usam o recurso para edição e pesquisa ou geram parte e todo o conteúdo com tecnologia.

De acordo com a TechCrunch, o objetivo é oferecer mais transparência, sem proibir nem limitar o uso dessas ferramentas.

MEDIDA COMBATE O "CLAUDEFISHING"

O anúncio acompanha uma campanha do Substack contra o chamado "claudefishing", termo usado pela empresa para descrever situações em que autores utilizam modelos de IA, como o Claude, para produzir newsletters que simulam textos feitos integralmente por humanos.

Segundo o Substack, o problema reside na falta de transparência sobre a participação da inteligência artificial no processo criativo, não no seu uso.

A empresa afirmou que os leitores devem ter condições de saber quando estão consumindo conteúdo gerado ou fortemente apoiado por IA para tomar decisões mais conscientes sobre quais publicações desejam acompanhar.

USO DE IA CONTINUA LIBERADO

O Substack reforça que a nova ferramenta não representa uma restrição ao uso de inteligência artificial.

A plataforma afirmou que continuará permitindo que autores utilizem IA para pesquisa, revisão, edição ou até produção de textos completos. A diferença é que agora haverá um mecanismo para que esse uso seja informado aos leitores.

Segundo a empresa, a medida busca fortalecer a confiança entre autores e assinantes em um momento em que conteúdos produzidos por IA se tornam cada vez mais frequentes na internet.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais