Taylor Swift registra voz e imagem para evitar clones de Inteligência Artificial
A iniciativa ocorre em um momento de crescente preocupação entre artistas com o uso de IA para reproduzir vozes, rostos e conteúdos sem autorização

A cantora Taylor Swift entrou com pedidos de registro de marca nos Estados Unidos para proteger elementos ligados à sua voz e imagem.
A iniciativa foi apresentada ao Escritório de Patentes e Marcas dos EUA (USPTO) e ocorre em um momento de crescente preocupação entre artistas com o uso de Inteligência Artificial (IA) para reproduzir vozes, rostos e conteúdos sem autorização.
Entre os documentos enviados por Taylor Swift estão duas gravações de áudio. Nas mensagens, a artista inicia com a frase “Hey, it’s Taylor” e faz anúncios relacionados ao álbum The Life of a Showgirl, lançado no começo de outubro do ano passado.
Também foi anexada uma imagem da cantora durante apresentação no palco. De acordo com o The Guardian, o conteúdo protocolado foi identificado inicialmente pelo advogado especializado em propriedade intelectual Josh Gerben.
Até o momento, a equipe da artista não comentou publicamente os pedidos.
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MOVIMENTO REFLETE PREOCUPAÇÃO COM CLONES DIGITAIS
A decisão de buscar proteção formal ocorre em meio ao avanço das ferramentas de IA capazes de copiar vozes humanas com poucos segundos de gravação. Tecnologias que antes exigiam longas sessões de áudio e processamento complexo hoje conseguem resultados rápidos e cada vez mais realistas.
Esse cenário tem levado músicos, atores e outras personalidades a reforçarem medidas legais para impedir usos indevidos de suas identidades digitais.
OUTROS FAMOSOS JÁ ADOTARAM MEDIDA SEMELHANTE
Taylor Swift não é a primeira celebridade a recorrer a esse tipo de estratégia. O ator Matthew McConaughey também apresentou pedidos semelhantes ao órgão americano para resguardar expressões marcantes de sua voz.
Entre os materiais enviados por ele estão frases conhecidas de sua carreira no cinema, utilizadas como forma de reforçar direitos sobre características associadas à sua imagem pública.
Nos Estados Unidos, alguns estados já aprovaram normas para restringir o uso não autorizado de voz e imagem por sistemas de IA. Em muitos casos, as regras se concentram em usos comerciais ou em práticas consideradas maliciosas.
Um dos exemplos mais citados é a Lei Elvis, aprovada no Tennessee em 2024, que ampliou proteções para artistas e profissionais criativos.
Apesar do aumento das preocupações, ainda são poucos os casos levados aos tribunais. Um dos episódios de maior repercussão envolveu Scarlett Johansson, que acionou judicialmente um aplicativo de IA após o uso de um avatar inspirado em sua aparência em campanha publicitária.
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Com o novo pedido, Taylor Swift se junta ao grupo de artistas que tenta antecipar riscos e fortalecer o controle sobre a própria identidade em uma era marcada pelo avanço acelerado da IA e pelo uso cada vez mais comum de réplicas digitais.