Você pode estar sofrendo de apodrecimento cerebral sem perceber; entenda o que é
Entenda como o consumo digital excessivo está ligado ao apodrecimento cerebral

O termo apodrecimento cerebral tem aparecido cada vez mais nas redes sociais e em debates sobre saúde mental para descrever os efeitos do consumo excessivo de conteúdos digitais rápidos, repetitivos e pouco desafiadores, especialmente em ambientes dominados por telas e estímulos constantes.
Segundo dados da Universidade de Oxford, indicam que o fenômeno conhecido como brain rot (apodrecimento cerebral) foi eleito a palavra do ano em 2024, após um aumento expressivo no uso do termo em estudos, buscas online e discussões acadêmicas ligadas à fadiga mental e à perda de concentração, sobretudo entre jovens.
De acordo com artigo do Einstein Hospital Israelita, estudos já alertava que o excesso de informação sem reflexão poderia comprometer o pensamento profundo. Décadas depois, pesquisas modernas indicam que essa preocupação, pode ter impactos reais no funcionamento cognitivo diante da hiperestimulação digital.
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O QUE SIGNIFICA BRAIN ROT NA PRÁTICA?
Brain rot, ou apodrecimento cerebral, não se trata de uma doença clínica nem de um diagnóstico médico formal. O conceito funciona como uma metáfora para explicar um estado de cansaço mental associado à dificuldade de foco, à perda de atenção sustentada e à redução do pensamento crítico.
Com esse fenômeno, o cérebro passa a se adaptar a recompensas imediatas, como vídeos curtos, notificações constantes e conteúdos altamente estimulantes. Com isso, tarefas que exigem esforço mental prolongado passam a gerar desconforto, tédio ou desistência rápida.
COMO ESSE FENÔMENO AFETA O CÉREBRO
A psicologia e a neurociência associam o brain rot à estimulação excessiva do sistema de recompensa cerebral, responsável pela liberação de dopamina. Esse processo altera a forma como o cérebro prioriza estímulos e regula a atenção.
Entre os principais efeitos observados estão dificuldade de concentração, irritabilidade, fadiga mental, desatenção e menor tolerância ao silêncio ou ao tédio. Esses sinais tendem a se intensificar com o uso prolongado de redes sociais e plataformas de vídeos curtos.
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5 DICAS PARA EVITAR O APODRECIMENTO CEREBRAL
Algumas mudanças de hábito ajudam a reduzir os impactos desse fenômeno no dia a dia:
1. Estabelecer limites claros para o tempo de uso do celular e das redes sociais
2. Desativar notificações não essenciais para reduzir interrupções constantes
3. Evitar o uso de telas durante as refeições e antes de dormir
4. Priorizar atividades fora do ambiente digital, como leitura, escrita ou jogos de raciocínio
5. Criar momentos de pausa e silêncio para recuperação mental
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O ponto central não é eliminar a tecnologia, mas usá-la de forma consciente. O apodrecimento cerebral funciona como um alerta cultural sobre a necessidade de equilíbrio entre estímulo, foco e descanso em um mundo cada vez mais acelerado.