Xingar o Claude pode dar problema? Anthropic muda regras de uso da IA

Além das regras sobre xingamentos, política aborda o uso da IA em atividades de alto risco e processos eleitorais

Claude
Créditos: Unsplash

Lilian Campos 1 minutos de leitura
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A Anthropic atualizou as regras de uso do Claude e passou a proibir comportamentos abusivos ou cruéis, repetidos e sem propósito, contra seus modelos de inteligência artificial. 

A mudança, anunciada na última quinta-feira (08), não proíbe reclamações, críticas ou demonstrações comuns de frustração, mas prevê restrições para situações extremas de abuso.

A nova política entra em vigor em 12 de novembro e reúne mudanças em diferentes áreas, incluindo segurança, vigilância, desenvolvimento de armas e uso da IA em processos eleitorais. 

Segundo a empresa, boa parte das alterações busca esclarecer regras que já existiam e adaptá-las às novas capacidades dos modelos.

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XINGAR A IA PODE LEVAR AO BLOQUEIO?

A Anthropic afirmou que a restrição se aplica a casos extremos, nos quais usuários insistem em tratar os modelos de forma abusiva ou cruel sem uma finalidade identificável. Portanto, a regra não significa que qualquer palavrão ou crítica ao Claude resulte automaticamente em punição.

A empresa já permite que o Claude encerre conversas em que o usuário mantém interações persistentemente abusivas. Com a atualização, a política de uso aborda esse comportamento de forma explícita, e o encerramento da conversa continua como o principal mecanismo de aplicação dessa regra.

O QUE MAIS MUDOU NAS REGRAS DA ANTHROPIC

A atualização reforça a proibição de usar o Claude em campanhas enganosas, como contas falsas, ocultação de origem ou tentativas de manipular processos eleitorais.

A empresa ainda detalhou restrições ao desenvolvimento de armas, incluindo softwares e componentes usados para orientar ou controlar esses sistemas.

Na área de vigilância, a política proíbe rastrear pessoas sem consentimento e usar a IA para recomendar investigações, prisões ou acusações em processos criminais.

Em aplicações de alto risco sobre saúde, direitos ou finanças, a Anthropic exige supervisão humana qualificada e aviso direto quando utilizar a tecnologia.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais