Zuckerberg rejeita freio na IA e defende código aberto para competir com a China
Em meio à disputa tecnológica com a China, Meta reforça defesa de modelos de IA de código aberto

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, defendeu uma estratégia de desenvolvimento da inteligência artificial baseada em modelos de código aberto e menor concentração de poder.
Em um manifesto publicado pela empresa, o executivo também criticou propostas que possam desacelerar o avanço das companhias americanas de IA. A posição ganhou destaque em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China.
O New York Post informou que Zuckerberg quer reduzir barreiras regulatórias para desenvolvedores americanos de modelos abertos e ampliar a capacidade de competição com empresas chinesas.
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ZUCKERBERG CRITICA RESTRIÇÕES À IA
No texto publicado pela Meta, Zuckerberg argumenta que atrasar lançamentos de modelos americanos pode prejudicar a liderança do país enquanto concorrentes estrangeiros avançam.
Segundo o executivo, políticas que desacelerem os laboratórios norte-americanos precisam ser avaliadas com cautela. Ao mesmo tempo, ele defende uma colaboração mais próxima entre empresas de IA e governo para proteger sistemas considerados críticos e lidar com riscos emergentes.
O New York Post relaciona a declaração ao avanço de modelos chineses de código aberto, citando empresas como DeepSeek, Alibaba e Z.ai, que ganharam espaço por oferecerem modelos com custos mais baixos.
META QUER LIDERAR IA DE CÓDIGO ABERTO
Zuckerberg afirma que a Meta continuará apoiando o código aberto na inteligência artificial. Para ele, distribuir modelos amplamente pode evitar uma concentração excessiva de poder e permitir que mais pessoas e empresas desenvolvam suas próprias aplicações.
A Meta também afirma que pretende voltar a lançar alguns modelos de código aberto após a criação do Meta Superintelligence Labs.
A empresa considera esse ecossistema importante para ampliar o acesso à tecnologia e manter a competição no setor.
No manifesto, Zuckerberg também defende mudanças em políticas relacionadas ao uso de dados para treinamento e à chamada destilação de modelos, processo em que um modelo aprende a partir do comportamento ou das respostas de outro.
DISPUTA COM A CHINA É PARTE DA ESTRATÉGIA
A Meta considera a liderança em inteligência artificial uma questão que também envolve economia e segurança nacional. Por isso, Zuckerberg defende investimentos mais rápidos em infraestrutura, incluindo energia, data centers e chips.
A empresa afirma ainda que os Estados Unidos e seus aliados precisam liderar o ecossistema global de IA de código aberto.
Para Zuckerberg, restringir o acesso a modelos abertos estrangeiros não seria suficiente: a estratégia deveria ser desenvolver modelos americanos capazes de competir globalmente.
No manifesto, a Meta também defende uma superinteligência pessoal distribuída para bilhões de pessoas, além de mecanismos independentes de governança para avaliar a segurança antes do lançamento de novos modelos.