Mudanças climáticas devem afetar especialmente este grupo; veja qual
O Brasil deixou de ser um país predominantemente jovem em ritmo acelerado e idosos devem sofrer com temperaturas

Em meio ao avanço do envelhecimento populacional e ao aumento de eventos climáticos extremos, o Brasil enfrenta um desafio duplo nas próximas décadas.
Dados divulgados nos últimos anos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que, até 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 81 anos. Ao mesmo tempo, pesquisas acadêmicas apontam que ondas de calor e frio intenso elevam significativamente o risco de morte nessa faixa etária, especialmente em grandes centros urbanos.
ENVELHECIMENTO ACELERADO
O Brasil deixou de ser um país predominantemente jovem em ritmo acelerado, conforme o artigo publicado pelo SIAS, a inversão da pirâmide etária avança enquanto políticas públicas voltadas ao envelhecimento caminham de forma lenta e fragmentada.
Especialistas em gerontologia alertam que a estrutura urbana e social ainda ignora as necessidades dessa população, faltam instituições públicas de longa permanência, centros de convivência adequados e políticas consistentes de combate à solidão.
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Em várias capitais, inclusive em Brasília, inexistem equipamentos públicos suficientes voltados especificamente ao cuidado contínuo de idosos dependentes.
Além da escassez de serviços, problemas urbanos agravam a vulnerabilidade:
- Calçadas irregulares;
- transporte público inadequado; e
- desrespeito às normas de trânsito.
Tudo isso contribui para quedas e atropelamentos, que estão entre as principais causas de morte nessa faixa etária.
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Se a infraestrutura já é frágil, os efeitos das mudanças climáticas ampliam o risco, um estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo analisou dados de 2006 a 2015. A pesquisa identificou associação direta entre ondas de calor e frio e o aumento da mortalidade de pessoas com 65 anos ou mais na cidade de São Paulo.
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Segundo a pesquisa, temperaturas extremas sobrecarregam principalmente os sistemas cardiovascular e respiratório., o calor intenso provoca estresse térmico e desidratação, enquanto o frio agrava quadros respiratórios e aumenta a incidência de complicações cardíacas.
O estudo identificou também que o risco não é uniforme dentro da cidade, bairros com menor renda apresentaram maior vulnerabilidade durante eventos extremos:
- Condições de moradia inadequadas;
- Falta de ventilação;
- Ausência de saneamento básico; e
- Dificuldade de acesso à água potável.
Cada uma dessas vertentes intensificam os efeitos das variações de temperatura.
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Especialistas defendem medidas como sistemas de alerta para ondas de calor e frio, criação de espaços públicos climatizados, visitas domiciliares a idosos que vivem sozinhos e campanhas de conscientização. Também apontam a necessidade de fortalecer o saneamento básico, considerado essencial para garantir conforto térmico e acesso à água em períodos críticos.
COMO ENVELHECER COM MAIS PROTEÇÃO?
A preparação para o envelhecimento envolve ações individuais e coletivas, no campo pessoal, manter vínculos sociais, praticar atividades físicas com orientação profissional e acompanhar as transformações tecnológicas são apontados como fatores que favorecem autonomia.
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Do ponto de vista estrutural, especialistas defendem políticas públicas integradas que considerem o envelhecimento como prioridade. Isso inclui desde adaptações urbanas até estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas com foco na população idosa.