Nestas eleições, vote ESG

ESG não é apenas uma agenda corporativa. Propor uma outra perspectiva na conversa do momento é muito importante

Crédito: Ivan Gromov/ Unsplash/ rawpixel.com

Erlana Castro 2 minutos de leitura

Vou puxar uma provocação criativa: pense em ESG como uma pauta prioritária e convergente entre as três principais partes interessadas de qualquer empresa: quem bota a grana (investidores), quem compra (consumidores) e quem bota o trabalho (colaboradores). Um alinhamento dos astros que nunca houve antes na história do capitalismo.

Acontece que – por variados motivos e diferentes caminhos – esses três stakeholders fundamentais do mundo dos negócios (investidores, consumidores e colaboradores) chegaram juntos numa mesma pauta de interesses e de prioridades, compactadas nas três famosas letrinhas: ESG.

Na tradução do inglês, “E” está para meio ambiente, “S” para social/ sociedade e “G” para governança corporativa. Afinal, estamos no capitalismo e é fundamental garantir que os desafios de evolução que foram propostos estão sendo alcançados e que valor está sendo criado, no presente e no futuro.

O Brasil tem tudo para ser uma liderança global nessa pauta tão cara e necessária para o futuro de todos.

Pense em ESG como essa grande área de convergência, ou seja, uma “MVV” (mínima verdade viável) azeitada entre capital e sociedade, para a gente ter como ponto de partida possível e imediato.

Ali convergem investidores, consumidores e colaboradores. Pronto! O que mais a gente quer além de uma zona de transição, já mediada e com desafios alcançáveis?

A gente quer contexto regulatório. E aqui trago o ponto dessa semana. Vote ESG.

Reta final para as eleições 2022, além de presidente e governadores, este ano votaremos também para senadores, deputados estaduais e federais. Estes três últimos compõem o Legislativo, ou seja, aqueles que devem nos representar no aperfeiçoamento e proposição das leis e regulamentações que ajudam (ou dificultam) a evolução das lógicas e estruturas na direção do ESG.

Lembre que não tem segundo turno para o legislativo! A Constituição prevê disputa em segundo turno somente para presidente da República, governadores e prefeitos. A hora de votar ESG é agora.

O Brasil tem tudo para ser uma liderança global nessa pauta tão cara e necessária para o futuro de todos. Mas precisamos que o ambiente regulatório chegue junto para fortalecer o movimento e criar condições suficientes.

somos a primeira geração a sentir na pele o desequilíbrio climático e também a última que ainda pode fazer alguma coisa.

O convite é escolher para o legislativo pessoas contextualizadas, capazes de trazer as pautas certas e que tenham capital político para obter atenção, apoio e recurso apropriado, #praJÁ

Pense, por exemplo, que somos a primeira geração a sentir na pele o desequilíbrio climático e também a última que ainda pode fazer alguma coisa.

Se, de um lado, não dá para sonhar em mudar de capitalismo para outro sistema econômico, do outro temos totais condições de dar um salto evolucionário nele mesmo. ESG é a primeira etapa desse salto. Três letrinhas que representam o novo foco de atenção dos interessados em garantir o futuro, bem como o presente.

Pela floresta de pé, pela descarbonização do planeta, pelos povos originários, pela eliminação da fome, pela segurança alimentar, pela educação, pela saúde e pelas oportunidades de alto nível para todos, por uma sociedade mais inclusiva e igualitária, pela liberdade, pelo empreendedorismo, pela cultura e pela potência criativa diferenciadora brasileira: nossa diversidade.

#VoteESG

#ESGpraJÁ


SOBRE A AUTORA

Erlana Castro é especialista em estratégia criativa, pesquisadora independente, professora da FDC e coautora do Radar da Antifragilida... saiba mais