Jack Dorsey, CEO do Twitter, vendeu um NFT (token não-fungível) de seu primeiro tweet – “just setting up my twttr” (arrumando meu twitter) – por mais de US$ 2,9 milhões.

O dinheiro vai para a GiveDirectly, que manda fundos diretamente a pessoas vivendo na linha da pobreza na África, disse Dorsey. O tweet foi comprado por Sina Estavi, CEO da Bridge Oracle, startup de blockchain da Malásia, por meio da plataforma de tweet treading Valuables. A venda ocorreu após um leilão entre Estavi e o empreendedor de tecnologia Justin Sun, segundo reportagem da CNBC.

Os donos dos tokens de tweets comprados no Valuables recebem um certificado digital assinado pelo autor do post, mas nenhum tipo de controle sobre o tweet em si, de acordo com a Valuables. Os tokens não-fungíveis, registros sobre arte ou outras coisas, como tweets, vêm se tornando cada vez mais populares. Recentemente, um NFT de uma série de trabalhos do artista digital Beeple foi vendida por mais de US$ 69 milhões na Christie’s. Justin Sun também participou desse leilão.

Os NFTs têm se popularizado entre executivos de criptomoeda – como Estavi e Sun – interessados em chamar atenção para si mesmos, mas não está claro quanto tempo vai durar a popularidade deles. O domínio do NFT e outros detalhes sobre o que eles representam estão gravados em uma rede de blockchain, parecida com as transações de sistemas de pagamento de bitcoin, por exemplo. Embora unidades de moeda sejam consideradas intercambiáveis, ou fungíveis, cada token representa uma única obra de arte, tweet ou alguma outra coisa.

Além de serem taxados de troféus insignificantes coletados por ricaços da tecnologia – Elon Musk até lançou uma música sobre o fenômeno “Vanity Trophy” e disse que venderia a faixa como um NFT –, os NFTs foram criticados por demandarem altos custos de energia quando são transacionados nas redes de blockchain.

SOBRE O AUTOR

Steven Melendez é um jornalista independente que mora em New Orleans.