Sem gás de cozinha? Veja como outra opção muda os custos da casa
Um dos principais atrativos do sistema por indução é a segurança, por não contar com chamas

Nos últimos anos, com a alta no preço do gás de cozinha e a busca por alternativas mais seguras, o cooktop por indução passou a ganhar espaço nas cozinhas brasileiras.
O modelo funciona com energia elétrica, pode ser instalado em casas e apartamentos e promete mais eficiência no preparo dos alimentos. A proposta atrai quem quer fugir do botijão, mas a escolha exige atenção ao custo da energia e às condições de cada região.
COMO FUNCIONA O COOKTOP POR INDUÇÃO?
Diferente do fogão tradicional, o cooktop por indução não utiliza chama nem resistência elétrica exposta, segundo a Brastemp, o aquecimento acontece por meio de um campo eletromagnético gerado sob a superfície de vidro cerâmico.
Quando a panela adequada é colocada sobre a área de preparo, a corrente elétrica cria um campo magnético que aquece diretamente o fundo do recipiente. O calor surge na panela e não na superfície do fogão, por isso, o aquecimento é mais rápido e o controle de temperatura costuma ser mais preciso.
Esse sistema reduz a perda de energia durante o cozimento e evita o desperdício comum nos modelos a gás.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E CONSUMO
Uma dúvida frequente é se o fogão por indução consome muita energia, embora funcione exclusivamente com eletricidade, os dados de eficiência mostram que ele aproveita melhor a energia utilizada. A eficiência dos cooktops por indução chega a 84%. No fogão elétrico tradicional, esse índice é de 74%, já no modelo a gás, a eficiência média é de 57%.
Isso significa que menos energia é desperdiçada no processo, ainda assim, é importante lembrar que o impacto na conta de luz depende da tarifa praticada em cada estado. Em regiões onde a energia elétrica é mais cara, o uso frequente pode pesar no orçamento e não representar economia em relação ao gás.
SEGURANÇA NA COZINHA
Um dos principais atrativos do sistema por indução é a segurança, como não há chama, o risco de vazamento de gás é eliminado, além disso, a superfície não aquece da mesma forma que um fogão convencional. O calor é gerado apenas quando a panela está em contato com o cooktop.
Ao retirar o recipiente, o aquecimento é interrompido e o vidro esfria rapidamente. Isso reduz a chance de queimaduras e também facilita a limpeza, já que resíduos não queimam diretamente sobre a superfície.

DIFERENÇAS EM RELAÇÃO AO FOGÃO A GÁS
O fogão a gás continua sendo o modelo mais comum no país, ele depende do botijão ou da rede encanada e funciona por meio de queimadores com chama direta. Já o cooktop por indução dispensa qualquer tipo de gás e depende apenas de instalação elétrica adequada.
A diferença vai além da fonte de energia, o modelo por indução costuma ter visual mais moderno e superfície lisa, enquanto o tradicional mantém grelhas e queimadores aparentes.
Outro ponto importante é a necessidade de panelas específicas., para que o campo magnético funcione, o material precisa ser ferromagnético, como ferro ou aço inoxidável compatível. Panelas de vidro, cerâmica ou alumínio comum não aquecem nesse sistema.

VIDA ÚTIL E MANUTENÇÃO
A durabilidade média de um cooktop por indução varia entre 10 e 15 anos, podendo ser maior conforme o uso e os cuidados. A ausência de chama direta reduz o desgaste da estrutura, e o vidro cerâmico é resistente a altas temperaturas.
A manutenção envolve limpeza adequada e uso correto das panelas indicadas pelo fabricante, também é importante que a instalação elétrica esteja dimensionada para suportar a potência do equipamento.
VALE A PENA TROCAR O BOTIJÃO?
O cooktop por indução surge como alternativa para quem busca mais segurança e praticidade, ele elimina o armazenamento de botijão dentro de casa e oferece aquecimento rápido e eficiente. No entanto, a decisão deve considerar o custo da energia elétrica na região e a necessidade de investir em panelas compatíveis.
Em locais onde a tarifa é elevada, o modelo pode não ser a opção mais barata, mesmo sendo mais eficiente. Antes de escolher, entre o fogão por indução ou o gás de cozinha, o consumidor deve comparar gastos mensais, avaliar a infraestrutura da residência e verificar se o investimento compensa a longo prazo.