Entenda golpe do falso gerente, alertado pela Febraban

Criminosos têm se passado por gerentes de banco para convencer vítimas a fornecer dados confidenciais ou realizar transferências

Homem de capuz segurando celular e cartão em fundo preto
Créditos: Freepik.

Joyce Canelle 3 minutos de leitura

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu um alerta sobre uma nova variação de um golpe antigo que volta a preocupar clientes de instituições financeiras em todo o país.

Criminosos têm se passado por gerentes de banco para convencer vítimas a fornecer dados confidenciais ou realizar transferências.

O golpe começa com uma ligação em que o criminoso afirma ser gerente ou funcionário de um banco, durante o contato, ele informa que há algum problema na conta da vítima. Entre as justificativas mais comuns estão descontos indevidos, suspeita de clonagem do cartão ou necessidade de atualização de segurança.

A partir desse momento, o golpista tenta ganhar a confiança da vítima, em seguida, passa a solicitar dados pessoais, informações bancárias ou senhas. De acordo com a Febraban, em alguns casos, o criminoso orienta o cliente a realizar transferências ou outras operações financeiras com o argumento de resolver o suposto problema.

Esse tipo de abordagem faz parte de uma estratégia conhecida como engenharia social. Nessa técnica, os criminosos manipulam emocionalmente a vítima para que ela entregue informações sigilosas sem perceber que está sendo enganada.

TÉCNICA USADA PARA IMITAR O NÚMERO DO BANCO

Um recurso comum nesse tipo de fraude é o chamado spoofing de telefone, a técnica permite mascarar o número de origem da ligação. Assim, o telefone da vítima pode mostrar na tela o número do banco ou até mesmo da agência.

Esse detalhe costuma aumentar a sensação de confiança da vítima, porém, mesmo que o número pareça verdadeiro, a ligação pode ter sido feita por um criminoso.

O QUE OS BANCOS NUNCA PEDEM AO CLIENTE

Segundo a Febraban, nenhum funcionário de banco solicita senhas, códigos de segurança ou dados financeiros por telefone, também não existe situação em que o cliente precise fazer uma transferência para corrigir um problema na conta.

Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, reforça que qualquer contato desse tipo deve ser tratado com desconfiança. Ele orienta que o cliente encerre a ligação imediatamente e procure os canais oficiais da instituição caso tenha dúvidas.

Os bancos também não pedem atualizações de aplicativos, pagamentos ou estornos durante esse tipo de contato. Quando um representante do banco liga para um cliente, a instituição já possui as informações necessárias para tratar do assunto.

CUIDADOS PARA NÃO CAIR NO GOLPE

Algumas atitudes simples ajudam a evitar prejuízos, a principal recomendação é nunca compartilhar senhas ou códigos enviados por aplicativos do banco.

Essas informações são pessoais e devem ser usadas apenas pelo próprio cliente dentro do aplicativo oficial da instituição, também é importante não clicar em links recebidos por mensagem ou e-mail que solicitem dados bancários.

Outra orientação é sempre confirmar qualquer informação diretamente nos canais oficiais do banco, como aplicativo, site ou telefone divulgado pela própria instituição.

O QUE FAZER SE FOR VÍTIMA DE UM GOLPE

Caso o cliente perceba que caiu em um golpe, a recomendação é agir rapidamente, o primeiro passo é comunicar o banco para que a instituição possa adotar medidas de segurança, como bloquear o aplicativo e alterar senhas.

Em seguida, é importante registrar um boletim de ocorrência contra o golpe, o registro ajuda na investigação do crime e pode ser necessário para eventuais processos de contestação das transações.


SOBRE O(A) AUTOR(A)

Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais