Imposto de Renda 2026: 4 situações que podem te colocar na malha fina
A entrega dentro do prazo e o preenchimento correto são fundamentais para evitar retenções na malha fina

Empresas e instituições financeiras têm até 28 de fevereiro para enviar os Informes de Rendimentos aos contribuintes em todo o país, documento que serve de base para a declaração do Imposto de Renda 2026.
A entrega dentro do prazo e o preenchimento correto são fundamentais para evitar retenções na malha fina, especialmente neste ano, que marca a entrada em vigor de novas regras de tributação definidas pela Lei nº 15.270, publicada em novembro de 2025.
Segundo publicado anteriormente pela Fast Company Brasil, a Receita Federal já divulgou orientações sobre a aplicação das mudanças, que alteram faixas de isenção e criam mecanismos de redução do imposto tanto na apuração mensal quanto na anual.
As novas regras atingem principalmente quem recebe até R$ 7.350 por mês e também estabelecem critérios para rendas anuais mais elevadas.
Desde janeiro de 2026, contribuintes com renda mensal de até R$ 5.000 estão isentos do pagamento do Imposto de Renda. A isenção ocorre por meio de um mecanismo de redução que pode chegar a R$ 312,89, limitado ao valor apurado na tabela progressiva mensal.
Mesmo com a ampliação do benefício, a atenção no preenchimento da declaração continua sendo decisiva para evitar problemas.

A seguir, veja as principais situações que levam contribuintes à malha fina, de acordo com a Receita Federal:
1. OMISSÃO DE RENDIMENTOS
A omissão de rendimentos lidera os motivos de retenção, o problema ocorre quando o contribuinte deixa de informar valores recebidos ou declara quantia inferior à efetivamente paga.
Isso é comum em casos de trabalhos temporários, serviços eventuais ou rendas recebidas de forma esporádica, mesmo que o valor seja pequeno ou tenha sido recebido por curto período, ele deve constar na declaração. A Receita cruza informações com empresas, bancos e outras fontes pagadoras, o que facilita a identificação de divergências.
2. RENDIMENTOS DE DEPENDENTES NÃO INFORMADOS
Ao incluir um dependente na declaração, o contribuinte assume a obrigação de declarar também todos os rendimentos recebidos por ele.
Situações frequentes envolvem filhos que realizam estágio ou exercem atividade remunerada eventual. Ainda que a remuneração esteja dentro da faixa de isenção, os valores precisam ser informados como rendimentos tributáveis na declaração do responsável. A ausência dessas informações costuma gerar inconsistência no cruzamento de dados.
3. DESPESAS MÉDICAS NÃO CONFIRMADAS
As despesas médicas estão entre os principais pontos de fiscalização. Quando o valor declarado não é confirmado pelo profissional de saúde, clínica ou hospital, a declaração pode ficar retida para análise.
É essencial guardar recibos, notas fiscais e documentos que comprovem os pagamentos realizados. Informações divergentes entre o que foi declarado pelo contribuinte e o que foi informado pelo prestador de serviço chamam a atenção do Fisco.
4. DESPESAS MÉDICAS QUE NÃO PODEM SER DEDUZIDAS
Outro erro recorrente envolve a inclusão de gastos que não possuem previsão legal de dedução. Não são dedutíveis despesas com massagista, nutricionista, serviços de enfermagem particulares, compra de óculos, cadeira de rodas, medicamentos, vacinas e testes de farmácia, inclusive os relacionados à Covid 19.
A exceção ocorre quando essas despesas integram a conta emitida por estabelecimento hospitalar. Fora dessa situação, a inclusão indevida pode resultar em retenção da declaração.
Grande parte dos casos de malha fina decorre de erro de preenchimento. Falta de atenção, digitação incorreta e informações incompletas estão entre as causas mais frequentes.
É importante reunir todos os documentos com antecedência, conferir os Informes de Rendimentos recebidos até 28 de fevereiro e preencher a declaração do Imposto de Renda 2026 com calma, sempre com base nos comprovantes, a organização se torna ainda mais importante para evitar atrasos, multas e dores de cabeça com a Receita Federal.