Imposto de Renda 2026: este é o prazo para pagar a multa para quem atrasar o envio da declaração

Hoje é o último dia para enviar a declaração do tributo e evitar problemas

Colagem de leão com gráfico e um homem segurando uma bolsa
É preciso compreender como funciona a multa. Foto:r Pixabay, DNY59 via Getty images

Lilian Campos 1 minutos de leitura

Os contribuintes que perderem o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 precisarão ficar atentos não apenas à multa aplicada pela Receita Federal, mas também ao tempo disponível para fazer o pagamento sem juros adicionais.

Segundo a Receita Federal, a multa por atraso é gerada automaticamente no momento em que a declaração é enviada fora do prazo. A notificação de lançamento da cobrança fica disponível junto ao recibo de entrega do documento.

Vale destacar que o período de entrega da declaração se encerra ainda nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026. O horário limite para enviar o documento é até as 23h59, de acordo com o Ministério da Fazenda.

EM QUANTO TEMPO O CONTRIBUINTE TEM PARA PAGAR A MULTA?

De acordo com a Receita Federal, o contribuinte terá 30 dias para quitar a multa após o envio da declaração em atraso. Depois desse período, começam a incidir juros com base na taxa Selic.

Além disso, o pagamento pode ser feito por meio do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), emitido automaticamente após a transmissão da declaração atrasada.

VEJA COMO FUNCIONA A MULTA POR ATRASO

A multa mínima para quem entrega a declaração fora do prazo é de R$ 165,74. No entanto, o valor pode aumentar dependendo da existência de imposto devido.

A cobrança corresponde a 1% ao mês-calendário ou fração de atraso sobre o imposto devido, limitada a 20% do valor total. Mesmo quem não tiver imposto a pagar pode receber a multa mínima caso seja obrigado a declarar e envie o documento após o prazo oficial.

JUROS APÓS O VENCIMENTO

A orientação é para que o pagamento seja realizado dentro dos 30 dias para evitar acréscimos relacionados à taxa Selic.

Depois do vencimento, os juros começam a ser contabilizados automaticamente até a regularização da pendência. Além disso, débitos em aberto podem gerar restrições e irregularidades no CPF, resultando em dificuldades para emissão de passaportes, documentos, empréstimos, financiamentos ou na emissão de certidões negativas.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais