Move Brasil: veja o que motoristas de apps devem fazer se a plataforma que trabalham não participa do programa

O governo federal possui uma recomendação para a adesão ao programa

Carros
O MDIC oferece uma orientação especial para esses casos. (Foto: Freepik)

Lilian Campos 2 minutos de leitura

O programa Move Brasil desperta o interesse de muitos motoristas de aplicativos que desejam financiar um carro zero-quilômetro com juros mais baixos. No entanto, uma dúvida surge quando a plataforma em que o profissional trabalha ainda não se cadastrou na iniciativa do governo.

Nessa situação, muitos trabalhadores se perguntam se existe alguma alternativa para conseguir o financiamento ou se a falta de adesão da empresa impede totalmente o acesso ao benefício.

O QUE FAZER SE A SUA PLATAFORMA NÃO PARTICIPA?

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a orientação oficial é que o motorista procure os canais de atendimento do seu aplicativo e solicite que a empresa faça o cadastro no programa.

Conforme o ministério, a participação ativa das empresas de transporte é um requisito obrigatório. São elas que validam o histórico de corridas e o vínculo do profissional. Por isso, se o seu aplicativo ainda está de fora, o primeiro passo é manifestar interesse e solicitar à empresa para que ela avalie a adesão.

SAIBA O QUE É O MOVE BRASIL

O governo federal criou o programa para facilitar a renovação da frota de taxistas e motoristas de aplicativo. A ideia é ajudar esses profissionais a comprarem carros novos por meio de linhas de crédito bem mais baratas que as do mercado tradicional.

Além de modernizar os automóveis que circulam no transporte de passageiros, a medida serve como uma estratégia para movimentar as fábricas e incentivar a indústria automotiva nacional.

JUROS BAIXOS, CARÊNCIA E PRAZO DE ATÉ 72 MESES

O Move Brasil traz condições especiais de financiamento. Segundo informações da Agência Brasil, os empréstimos sairão por meio de bancos credenciados, utilizando recursos repassados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Conforme as regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o pacote financeiro funcionará assim:

  • Modelos aceitos: carros flex, elétricos ou híbridos a etanol.
  • Valor máximo do financiamento: até R$ 150 mil por veículo.
  • Prazo de pagamento: até 72 meses (6 anos) para pagar.
  • Carência: possibilidade de até 6 meses de folga para começar a pagar as parcelas.
  • Taxas de juros básicas: a partir de 2,5% ao ano (valores dos recursos federais).
  • Custos extras inclusos: o motorista pode incluir no financiamento até 10% do valor do carro para cobrir despesas com seguro do veículo, seguro prestamista, equipamentos de segurança e itens focados na proteção de motoristas mulheres.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais