Por que a Lego continua crescendo enquanto outras empresas desaceleram
Empresa dinamarquesa registrou aumento de 12% na receita em 2025, impulsionada por novos produtos, parcerias e forte demanda entre crianças e adultos

Desde a crise global até a inflação, tudo fez com que os consumidores apertassem os cintos. Embora muitas empresas tenham relatado quedas nas vendas, algumas ainda estão obtendo sucesso significativo.
Na terça-feira (10), o Grupo Lego anunciou resultados financeiros impressionantes para 2025, incluindo um aumento de 12% na receita em relação ao ano anterior. A empresa dinamarquesa de brinquedos, de capital fechado, atingiu 83,5 bilhões de coroas dinamarquesas (DKK), cerca de US$ 13,2 bilhões, contra 74,3 bilhões de DKK, cerca de US$ 11,6 bilhões, em 2024.
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Da mesma forma, o lucro operacional e o lucro líquido da empresa aumentaram 18% e 21% ano a ano, respectivamente.
A Lego também relatou um aumento de 16% nas vendas ao consumidor, um número que atribui principalmente à sua linha de produtos "inovadora". A demanda por produtos foi alta em diferentes grupos de mercado, tanto para adultos quanto para crianças.
O QUE ESTÁ LEVANDO A LEGO AO SUCESSO?
É evidente que a Lego está fazendo algo certo: a empresa afirma ter crescido mais que o dobro da velocidade do mercado de brinquedos em geral em 2025.
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A Lego lançou mais de 860 produtos no ano passado, cerca de metade dos quais eram novos. Seus produtos de Star Wars, paisagens urbanas e botânica foram todos populares, enquanto a empresa também lançou seus primeiros itens por meio de sua parceria com a Fórmula 1 — mais de 20 ativações em eventos do Grande Prêmio apoiaram a parceria.

O volume foi parte do sucesso da Lego no ano passado, com a empresa afirmando ter lançado seu “maior portfólio até o momento”.
Mas a empresa também possui uma cadeia de suprimentos global resiliente, com seis fábricas e cinco centros de distribuição em todo o mundo — além de um na Virgínia (EUA), com inauguração prevista para 2027.
Cada fábrica normalmente abastece sua região imediata, o que permite custos mais baixos e ofertas de produtos personalizadas.
“Nosso portfólio inovador e extenso, combinado com a força da marca Lego e um modelo operacional eficaz, impulsionou a alta demanda”, disse o CEO da Lego, Niels B. Christiansen, em um comunicado. “Alcançamos esses resultados sendo criativos na inovação de produtos e eficientes nas operações, levando as experiências de brincar com Lego a mais crianças do que nunca.”
UM POUCO DE NOSTALGIA NÃO FAZ MAL
É claro que Lego também é popular entre os adultos — muitos dos quais podem estar sofrendo de fadiga digital ou apreciar o aspecto nostálgico. A Lego até possui uma seleção de produtos especificamente projetados para consumidores com 18 anos ou mais.
A Lego também está se adaptando, inclinando-se — um pouco — para o mundo digital.

A empresa anunciou seu sistema Smart Play na CES em janeiro. A tecnologia interativa responde aos jogadores com elementos como luzes, sons e até mesmo comportamento. Todo o sistema evita o uso de aplicativos ou telas, com a Lego afirmando que queria cativar os nativos digitais sem telas.
O sistema Smart Play não entra na previsão de sucesso da Lego para 2025, já que foi lançado este ano.