Startup criada por ex-SpaceX lança cafeteira sem plástico e de baixo custo
Após deixar a SpaceX, engenheiro lança startup que aposta em aço inoxidável e vidro para eliminar componentes plásticos das cafeteiras domésticas

Um ex-engenheiro da SpaceX abandonou os foguetes para perseguir algo muito mais impactante: a cafeteira perfeita.
JC Foster deixou a gigante aeroespacial para lançar a Puresteel, uma startup que desenvolve o que ele descreveu como "uma cafeteira acessível, prática e livre de plástico", como escreveu em uma publicação no X.
Para Foster, desenvolver a Puresteel era mais do que preparar uma xícara de café perfeita a 93°C (200°F).
"Criar a Puresteel foi sobre resolver um problema que nos afeta diretamente e ajudar as pessoas a prosperar", escreveu ele na Nota do Fundador da empresa.
O problema, como ele via, era o plástico.
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Foster começou a procurar uma cafeteira completamente livre de plástico e logo descobriu que essa categoria praticamente não existia. Cafeteiras especiais de alta qualidade, feitas principalmente de metal, custavam milhares de dólares, enquanto as máquinas comuns anunciadas como de aço inoxidável ainda dependiam de válvulas, tubos e reservatórios de água de plástico escondidos, componentes que aquecem repetidamente e podem liberar partículas microscópicas nas bebidas.
Então, ele decidiu construir o produto que não conseguia comprar.
A máquina da Puresteel usa aço inoxidável de grau médico e vidro em vez de componentes de polímero. Os materiais visam não apenas evitar a exposição a produtos químicos, mas também durar mais e ter uma aparência mais limpa na bancada. O maior diferencial, porém, é o preço: a empresa afirma que sua cafeteira de 12 xícaras custará cerca de US$ 80, posicionando-a mais como um eletrodoméstico de mercado de massa do que como um produto de luxo, de acordo com seu site.
A motivação de Foster ia além do sabor. As pesquisas têm se concentrado cada vez mais nos perigos da exposição generalizada ao plástico.
Um estudo da Universidade do Novo México detectou microplásticos em todas as amostras de placenta humana testadas, enquanto uma pesquisa cardiovascular separada, publicada no The New England Journal of Medicine, associou níveis mais altos de microplásticos em placas arteriais a riscos significativamente elevados de ataque cardíaco ou derrame.
Outro artigo na revista Food Chemistry constatou concentrações crescentes de partículas de plástico no tecido cerebral ao longo do tempo, com níveis aumentando 50% desde 2016.
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Para Foster, essas descobertas reformularam o ritual matinal. As cafeteiras aquecem água diariamente, muitas vezes através de tubos de plástico, uma interação que se repete milhares de vezes ao longo da vida útil do produto.
A Puresteel aposta que os consumidores podem começar a tratar os eletrodomésticos da mesma forma que tratam os rótulos dos alimentos, prestando atenção não apenas ao sabor ou ao design, mas também aos materiais de que são feitos.
Este artigo foi publicado originalmente no site irmão da Fast Company, o Inc.com.
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