Veja como declaração de IR pode ser usada em golpes e como se prevenir
Aproveitando o período em que milhões de contribuintes acessam sistemas oficiais, golpistas utilizam o tema para praticar roubos online

Com as entregas da declaração do Imposto de Renda 2026 cresce também a atuação de criminosos na internet, aplicando golpes.
Aproveitando o período em que milhões de contribuintes acessam sistemas oficiais, golpistas utilizam o tema para praticar crimes virtuais, principalmente por meio de mensagens falsas, sites clonados e cobranças indevidas.
O objetivo é obter dados pessoais ou induzir pagamentos sob pressão.
COMO OS GOLPES FUNCIONAM?
A maioria das fraudes não depende de falhas técnicas, mas sim do comportamento das vítimas. De acordo com o artigo publicado pelo InfoMoney, os criminosos criam situações convincentes, explorando medo, urgência ou promessa de vantagem.
Mensagens sobre supostas pendências, risco de cair na malha fina ou liberação antecipada de restituição são comuns.
Em muitos casos, o contribuinte recebe e-mails ou mensagens que imitam comunicações oficiais, ao clicar no link, é direcionado para páginas falsas que reproduzem com precisão o visual de sistemas do governo. Ao inserir dados, acaba entregando informações sensíveis.
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Outra prática frequente envolve cobranças indevidas. Guias de pagamento adulteradas ou boletos falsos são enviados com prazos curtos, levando a vítima a pagar sem verificar a autenticidade.
IA AMPLIA O RISCO
Em 2026, o uso de inteligência artificial tornou os golpes mais sofisticados. Criminosos conseguem criar mensagens personalizadas, simular atendimentos automatizados e até produzir vídeos e áudios falsos com aparência real.
Também surgiram perfis falsos de escritórios de contabilidade e advocacia, com linguagem técnica e aparência profissional. Esses contatos oferecem serviços como revisão de impostos ou antecipação de restituição, mas têm como objetivo coletar documentos ou cobrar valores antecipados.
PRINCIPAIS ARMADILHAS
Entre os golpes mais comuns estão notificações falsas de irregularidades, notícias inventadas sobre taxas inexistentes e solicitações de atualização cadastral urgente. Há ainda tentativas de roubo de contas por meio de falsos atendimentos que pedem códigos de verificação.
Outro ponto de atenção são os pagamentos via Pix ou boleto, criminosos conseguem gerar documentos visualmente idênticos aos oficiais, mas com dados alterados para desviar o dinheiro.
COMO SE PROTEGER
A principal orientação é desconfiar de qualquer mensagem não solicitada. A Receita Federal não envia links por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem para cobrança ou regularização de dados.
O acesso aos serviços deve ser feito apenas por canais oficiais, digitando o endereço diretamente no navegador, e nunca é recomendável clicar em links recebidos.
Antes de realizar qualquer pagamento, é essencial conferir a autenticidade da guia. Em caso de dúvida, o ideal é consultar um contador ou verificar diretamente nos sistemas oficiais.
Também é importante confirmar a identidade de profissionais que entram em contato oferecendo serviços relacionados ao imposto.
Medidas simples, como ativar notificações bancárias e utilizar autenticação em duas etapas, aumentam a segurança e dificultam o acesso indevido às contas.
O QUE FAZER EM CASO DE GOLPE
Se houver suspeita ou confirmação de fraude, a orientação é agir rapidamente. O primeiro passo é entrar em contato com o banco para tentar bloquear transações. Em seguida, registrar um boletim de ocorrência e alterar senhas de e-mails, aplicativos financeiros e da conta gov.br.
O período de declaração exige atenção redobrada. Com informação de golpes e cautela, é possível evitar prejuízos e manter os dados protegidos.