Você pode ter dinheiro esquecido no banco; saiba como consultar e sacar
O Banco Central reforça que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos

O Banco Central informou nesta terça-feira (10), que ainda há R$ 10,27 bilhões em recursos esquecidos em bancos e instituições financeiras no país, no Sistema Valores a Receber.
Segundo o balanço mais recente, com dados até dezembro de 2025, cerca de 49,6 milhões de pessoas físicas e pouco mais de 5 milhões de empresas ainda têm dinheiro a receber.
A consulta pode ser feita gratuitamente e exclusivamente pelo site oficial do Banco Central, criado para permitir que clientes recuperem valores deixados para trás em contas encerradas, tarifas indevidas e outros produtos financeiros.
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ONDE CONSULTAR E COMO FUNCIONA O RESGATE
A consulta deve ser feita somente no site oficial do Sistema de Valores a Receber, mantido pelo Banco Central, no endereço valoresareceber.bcb.gov.br. Não existe outro site autorizado para esse serviço.
Para verificar se há valores disponíveis, o cidadão precisa informar o CPF ou o CNPJ e alguns dados básicos, como data de nascimento ou de abertura da empresa. Caso haja saldo, o acesso ao sistema exige uma conta Gov.br de nível prata ou ouro.
Após o login, o usuário deve acessar a área “Meus Valores a Receber”, aceitar o termo de ciência e seguir as orientações indicadas para a transferência do dinheiro.
ATENÇÃO A GOLPES E FALSAS COBRANÇAS
O Banco Central reforça que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos. Não é necessário pagar taxas, intermediários ou despachantes para ter acesso aos valores.
O BC não envia links, mensagens, e-mails ou faz contatos para tratar de valores a receber ou para pedir confirmação de dados pessoais. Somente a instituição financeira que aparece no sistema pode entrar em contato com o beneficiário, e ela nunca solicita senha ou códigos de acesso.
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Links recebidos por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram devem ser ignorados, pois são tentativas de golpe.
QUEM PODE TER DINHEIRO ESQUECIDO
Qualquer pessoa física ou jurídica que tenha tido relacionamento com bancos, cooperativas de crédito, consórcios ou outras instituições financeiras pode ter valores a receber. Entre as situações mais comuns estão:
- Contas corrente ou poupança encerradas com saldo;
- Tarifas cobradas indevidamente;
- Recursos não resgatados de consórcios encerrados;
- Cotas de cooperativas de crédito;
- Contas de pagamento encerradas com saldo; e
- Valores mantidos em corretoras ou distribuidoras após encerramento de contas.
A maior parte do dinheiro ainda não resgatado está concentrada nos bancos, seguida por administradoras de consórcio e cooperativas de crédito.
Apesar do volume total expressivo, a maioria dos beneficiários tem direito a quantias pequenas. Cerca de 65% das pessoas podem sacar até R$ 10. Apenas uma parcela reduzida, inferior a 2%, possui valores acima de R$ 1.000.
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RESGATE AUTOMÁTICO VIA PIX
Pessoas físicas que utilizam o CPF como chave Pix podem ativar a opção de recebimento automático dos valores. Nesse caso, quando a instituição financeira libera o dinheiro, o valor é depositado diretamente na conta indicada, sem necessidade de solicitação manual. O Banco Central não envia aviso quando a transferência ocorre.
Empresas, contas conjuntas e instituições que ainda não aderiram ao Pix continuam exigindo que o pedido seja feito manualmente pelo sistema.
CONSULTA DE VALORES DE PESSOAS FALECIDAS
Valores deixados por pessoas falecidas também podem ser consultados no Sistema de Valores a Receber. Nesse caso, o acesso deve ser feito por herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais, que precisam preencher um termo de responsabilidade.
A consulta segue o mesmo procedimento, utilizando a conta Gov.br do herdeiro ou sucessor, com o CPF e a data de nascimento da pessoa falecida.
Após a identificação dos valores, é necessário entrar em contato com a instituição financeira para saber como dar continuidade ao processo de devolução.
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Criado pelo Banco Central, o Sistema de Valores a Receber reúne informações sobre recursos que não foram resgatados por clientes ou empresas no sistema financeiro.