Aeroporto para carros voadores em SP e no Rio? Entenda o plano

Parceria aposta em testes reais para provar se a nova mobilidade aérea urbana pode sair do papel

Carro voador
Essas aeronaves prometem voos mais rápidos, elétricos e com menor emissão de poluentes.Créditos:Divulgação/ PAX Aeroportos

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

A PAX Aeroportos e a UrbanV assinaram um acordo, na última quarta-feira (14), para desenvolver e integrar vertiportos no Campo de Marte, em São Paulo, e em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A meta é preparar esses aeroportos para receber operações de carros voadores.

De acordo com a Pax Aeroportos, os projetos desses carros avançam nos aeroportos urbanos de São Paulo e do Rio de Janeiro e entram em uma fase em que precisam provar que funcionam na prática.

A promessa é reduzir tempo de deslocamento, integrar regiões estratégicas e criar uma nova lógica de mobilidade aérea nas grandes cidades.

Agora para sair do discurso e virar realidade, a tecnologia precisa ser segura, escalável e integrada à infraestrutura já existente. É nesse ponto que acordos entre operadores de aeroportos e empresas de vertiportos ganham peso.

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A UrbanV atua no projeto e na operação de redes de vertiportos. A PAX Aeroportos opera dois dos aeroportos urbanos mais estratégicos do país e aposta na aviação urbana como eixo de crescimento.

COMO VAI FUNCIONAR?

As empresas já atuam juntas em um sandbox regulatório no Campo de Marte, criado em cooperação com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Esse ambiente permite testar regras, operações e tecnologias antes da liberação comercial.

A nova etapa amplia esse roteiro e busca criar redes escaláveis e integradas de mobilidade aérea no Brasil.

O Campo de Marte deve funcionar como ponto central da região metropolitana de São Paulo. O plano inclui hangares e ligações com aeroportos internacionais, Faria Lima, Alphaville, Campinas e Baixada Santista.

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No Rio de Janeiro, Jacarepaguá deve cumprir função semelhante. A proposta é conectar a zona oeste à Zona Sul, Niterói e aos principais aeroportos, usando a força da aviação executiva e dos helicópteros já presentes na região.

A parceria aposta no uso da infraestrutura já existente para acelerar a nova mobilidade. O plano inclui futuras expansões e novos projetos conforme a demanda crescer.

O objetivo é transformar os dois aeroportos em polos de conexão aérea urbana e referência para outras cidades brasileiras.

Os projetos preveem redes que ligam centros urbanos, polos empresariais e regiões estratégicas. A ideia é criar uma malha aérea complementar ao transporte terrestre.

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Vale lembrar que no centro dessa estratégia estão os carros voadores, que precisam mostrar eficiência, segurança e viabilidade econômica para ganhar espaço no dia a dia das cidades.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais