Beyoncé assume controle total de sua marca de whisky após comprar fatia da LVMH
A cantora comprou a participação da LVMH e assumiu o controle da empresa, criada em parceria com a Moët Hennessy

A cantora e compositora Beyoncé agora está no controle de sua marca de whisky, SirDavis, depois de comprar a participação da LVMH e se tornar sua única proprietária.
Embora os detalhes da venda não tenham sido divulgados, Beyoncé criou a marca em uma joint venture com a divisão de bebidas alcoólicas do conglomerado de luxo, a Moët Hennessy. A empresa também detém participações em marcas de vinhos e destilados como Moët & Chandon, Hennessy, Veuve Clicquot, Dom Pérignon e Belvedere.
A SirDavis Whisky foi lançada em 2024 e desenvolvida em colaboração com Bill Lumsden, “o cientista maluco do whisky”, responsável por outras marcas conhecidas, como Glenmorangie e Ardbeg.
A marca de Beyoncé leva o nome de seu bisavô, Davis Hogue, que era um produtor ilegal de bebidas alcoólicas na época da Lei Seca nos EUA (de1920 a 1933). A marca manteve sua conexão com o Texas, com o whisky sendo misturado e engarrafado em Houston, cidade natal da cantora.
Desde seu lançamento, o whisky recebeu diversos prêmios, incluindo o de “Melhor da Categoria em Whisky Americano” no Spirits International Prestige Awards de 2023, e uma medalha de ouro no New York International Spirits Competition de 2023.
BEBIDAS DE CELEBRIDADES VIRARAM UM GRANDE NEGÓCIO
Beyoncé faz parte de um grupo maior de celebridades que investem no setor de bebidas alcoólicas e destilados.
A última década foi marcada por uma onda de marcas fundadas por famosos, como 818 Tequila, de Kendall Jenner, e Dos Hombres Mezcal, criada pela dupla de "Breaking Bad" Bryan Cranston e Aaron Paul. Muitas vezes, esses empreendimentos levam a acordos lucrativos para a venda das marcas.

George Clooney, por exemplo, foi cofundador da popular marca de tequila Casamigos em 2013 e a vendeu para a Diageo em 2017 por US$ 700 milhões. Ryan Reynolds vendeu sua marca Aviation Gin para a Diageo por mais de US$ 600 milhões.
Ainda assim, a decisão de Beyoncé representa uma espécie de ruptura com essa tendência: em vez de vender sua marca, ela está recomprando o controle. A movimentação acontece em meio ao avanço da popularidade do whisky, cujo mercado deve atingir cerca de US$ 85 bilhões em 2028.
A venda ocorre após a recuperação da Moët Hennessy, que melhorou o desempenho da divisão depois que o interesse do público por champanhe, vinhos espumantes e conhaque diminuiu.
Enquanto isso, surgiram especulações no início do ano de que a Diageo poderia vender sua participação de 34% na divisão de vinhos e destilados da LVMH, embora esses rumores tenham sido rapidamente negados.