Brasileiro valoriza sustentabilidade e personalização na decisão de compra

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Redação Fast Company Brasil 1 minutos de leitura

Mesmo com inflação e desemprego, o consumidor brasileiro começa a planejar suas futuras compras, saindo um pouco da situação de “comprar apenas o que dá”. É o que revela pesquisa divulgada pelo Google, que ouviu mil pessoas sobre mudanças no comportamento de consumo após dois anos de restrições por conta da pandemia.

“Nesse tempo, o consumidor aprendeu a comprar pela internet, está mais preparado e racionaliza mais na hora de decidir. A jornada de consumo ficou muito mais complexa”, afirma Fabio Coelho, presidente do Google Brasil.

A pesquisa foi apresentada no Think With Google, primeiro evento presencial da empresa desde o início da pandemia, que reuniu as principais lideranças do mercado publicitário em São Paulo, na noite desta quinta-feira (29/04).

O estudo levantou que 70% dos brasileiros estão empolgados em decidir o que comprar, após um longo período durante o qual tiveram que se limitar a adquirir só o essencial. Os consumidores estão também mais exigentes: oito em cada 10 dizem que trocam de marca se não se identificarem com a que escolheram ou se ela não atender suas necessidades.

Entre os critérios com peso importante na decisão de compra, os entrevistados apontaram a sustentabilidade do produto ou serviço, a personalização e o engajamento da marca ou empresa em causas relevantes para a sociedade.

Os consumidores também mais abertos a novidades. Dois em cada cinco dizem que podem mudar a decisão de compra dependendo dos resultados que encontram ao pesquisar na internet. Além disso, a cada dia, 15% das buscas no Google são inéditas, ou seja, são pessoas pesquisando algo que nunca tinham procurado antes no buscador.

O presidente do Google Brasil falou também sobre inovação e futuro. Segundo ele, a empresa tem abordado com cautela temas como Web 3 e metaverso. “São tecnologias muito novas e tudo o que é muito novo leva tempo para ser entendido. Nosso objetivo é ajudar as empresas no presente, com automação, análise e mensuração. Diria que nosso olhar é 20% para o futuro e 80% para a evolução do processo de digitalização do Brasil nos próximos três anos”, diz o executivo.


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