Casas Bahia pede recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões

Varejista busca reorganizar as dívidas bilionárias enquanto tenta garantir recursos para manter as suas operações

Dinheiro
(Créditos: Deagreez via Getty Images)

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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O Grupo Casas Bahia entrou com um pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar uma dívida de R$ 17,3 bilhões. O processo envolve dez empresas do grupo e acontece após uma sequência de dificuldades financeiras que aumentaram a pressão sobre o caixa da varejista.

A Bloomberg divulgou a informação e aponta o pedido como mais um passo na tentativa de reestruturar as finanças da companhia. O processo inclui marcas e empresas como Casas Bahia, Ponto (antigo Ponto Frio), Extra.com e Bartira.

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POR QUE A CASAS BAHIA ENTROU EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL?

Empresas em dificuldade financeira usam a recuperação judicial para reorganizar os compromissos com os credores e pagar suas dívidas. Com o processo, a companhia passa a negociar um plano para reestruturar seus débitos e manter as atividades.

No caso da Casas Bahia, a maior parte da dívida está concentrada em credores sem garantias, que representam cerca de R$ 16,4 bilhões. Também estão incluídos aproximadamente R$ 754 milhões em débitos trabalhistas e R$ 154 milhões com micro e pequenas empresas.

O pedido ocorre depois de a companhia enfrentar dificuldades para obter novos recursos e administrar o caixa. A empresa já vinha adotando medidas de redução de custos, incluindo o fechamento de lojas e cortes de funcionários.

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EMPRESA JÁ FECHOU LOJAS E REDUZIU FUNCIONÁRIOS

Antes do pedido à Justiça, a Casas Bahia colocou em prática uma série de medidas para tentar diminuir despesas e reorganizar a operação.

Entre as ações estão o fechamento de quase 300 lojas e a demissão de cerca de 3 mil funcionários. A companhia também reduziu investimentos como parte do processo de reestruturação.

O cenário de juros elevados, crédito mais caro e dificuldades para captar novos recursos agravou a crise financeira. A empresa também enfrentou a redução de estoques e problemas para manter o nível de capital necessário para a operação.

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CASAS BAHIA BUSCA NOVO FINANCIAMENTO

Além da recuperação judicial, a companhia busca um financiamento de aproximadamente R$ 1 bilhão na modalidade DIP (Debtor in Possession). Esse tipo de crédito pode ser utilizado por empresas que estão em recuperação judicial para obter recursos e continuar funcionando durante o processo.

O dinheiro seria usado principalmente para recompor o caixa e repor estoques, em um momento no qual a empresa enfrenta dificuldades para manter o nível de produtos disponíveis para venda.

A recuperação judicial, portanto, não significa que as lojas ou o site da Casas Bahia deixarão de funcionar. O objetivo do processo é justamente permitir que a empresa continue operando enquanto busca uma solução para suas dívidas e apresenta aos credores um novo plano de reestruturação.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais