Computação quântica mais perto do uso comercial? Veja o que empresa pioneira na área anunciou

Essa técnica de controle em chips promete redefinir a adoção comercial de sistemas quânticos

Chips d-wave e pinça
Apesar dos avanços, a computação quântica ainda está em fase de desenvolvimento. Crédito: imagem gerada com auxílio de IA ChatGPT.

Redação Fast Company 1 minutos de leitura

Um novo ano traz uma descoberta na computação quântica com impacto potencial no setor tecnológico. A D-Wave (empresa pioneira na área) anunciou uma inovação técnica que promete avançar a viabilidade comercial dessa tecnologia.

A empresa informou ter demonstrado controle criogênico escalável em chip para qubits de modelo de porta, uma etapa que considera fundamental para superar um gargalo na construção de computadores de portas lógicas escaláveis (circuitos digitais básicos).

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Adicionar qubits (bits quânticos) costuma aumentar a complexidade dos sistemas, exigindo mais linhas de controle, espaço físico e materiais. A D-Wave reduziu essa complexidade e abriu caminho para maior escalabilidade de processadores.

O avanço permite controlar potência computacional adicional sem multiplicar recursos de forma linear, explicam seus engenheiros, algo que antes limitava a expansão prática de sistemas mais complexos.

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Avanços da empresa

No último ano a empresa acumulou feitos, em março, afirmou ter alcançado supremacia quântica ao simular propriedades de materiais magnéticos com seu sistema Advantage2; em outubro, garantiu um contrato de US$ 12 milhões (R$ 62 milhões) para implantar seus computadores na Europa.

Com esses anúncios, as ações da D-Wave valorizam mais de 200% no último ano. Dois anos atrás, o papel era negociado abaixo de US$ 1 (R$ 5); em 5 de janeiro, cotava cerca de US$ 31 (R$ 155).

Especialistas da D-Wave destacam que o novo controle criogênico permite aplicar a tecnologia acumulada na última década em programas de portas lógicas funcionais, o que consideram um passo necessário para uso comercial mais amplo.

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A D-Wave aposta que este avanço em computação quântica impulsionará clientes a trabalhar com hardware de próxima geração e consolidará sua posição na corrida tecnológica.

Com informações de Sam Becker em reportagem da Fast Company.


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