Diretor-geral da ONU faz avisos contra a inteligência artificial
Secretário-geral defende regulação, supervisão independente e cooperação internacional diante do avanço de sistemas cada vez mais poderosos

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, abriu nesta terça-feira (22 de setembro) o Debate Geral da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU com um discurso marcado pelo tom de despedida.
Em sua última participação no encontro como secretário-geral, Guterres afirmou que a organização está “ultrapassada” e destacou a preocupação com o avanço da inteligência artificial.
“Até mesmo aqueles que criaram a inteligência artificial estão nos dizendo que estão ficando cegos diante dela”, afirmou Guterres, ao alertar para a velocidade com que a tecnologia está evoluindo e para o avanço dos riscos sem que haja uma compreensão equivalente sobre eles
O secretário-geral também criticou a transferência de poder para sistemas de IA sem mecanismos suficientes de controle.
Guterres comparou a urgência de criar regras para a IA ao esforço que o mundo empreendeu para gerenciar armas nucleares durante a Guerra Fria. Segundo ele, o desenvolvimento da tecnologia exige regulação capaz de acompanhar sistemas cada vez mais poderosos.
Guterres defendeu ainda uma articulação internacional para lidar com os riscos da IA. Para ele, ações isoladas de governos não são suficientes, já que os efeitos da tecnologia ultrapassam fronteiras.
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O secretário-geral pediu mecanismos de segurança, supervisão independente e cooperação entre países para definir quando sistemas mais avançados exigirão salvaguardas adicionais.
O alerta acontece em um momento no qual a IA também ganhou espaço na agenda entre Estados Unidos e China. O presidente chinês, Xi Jinping, viaja aos EUA nesta semana para se encontrar com Donald Trump, em uma reunião que deve abordar a disputa tecnológica entre os dois países e questões relacionadas à segurança da inteligência artificial.