Eleições 2026: como a Justiça Eleitoral confirma a identidade do eleitor?

TSE explica como funciona a identificação nas urnas e quais procedimentos são adotados quando a leitura da digital falha

Urna eletrônica
Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Lilian Campos 2 minutos de leitura
Favoritar no Google

A Justiça Eleitoral utiliza diferentes mecanismos para confirmar a identidade dos eleitores e reduzir o risco de fraudes durante a votação. 

Nas Eleições 2026, o procedimento combina apresentação de documentos, conferência de fotografia no terminal do mesário e identificação biométrica antes da liberação da urna eletrônica.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o sistema também registra ocorrências em que a impressão digital não é reconhecida, permitindo que a Justiça Eleitoral investigue possíveis irregularidades posteriormente.

Leia também: Eleições 2026: qual é a diferença entre voto nulo e branco?

COMO A JUSTIÇA ELEITORAL CONFIRMA A IDENTIDADE

O processo começa quando o eleitor apresenta um documento oficial com foto ou o e-Título com fotografia. Em seguida, o mesário localiza o cadastro pelo CPF ou número do título eleitoral e confere se a imagem exibida no terminal corresponde à pessoa presente.

Depois dessa verificação, o eleitor posiciona o polegar ou o indicador no leitor biométrico da urna. Quando a digital é reconhecida, o equipamento libera automaticamente a votação.

De acordo com o TSE, 141,3 milhões de eleitores tinham a biometria cadastrada para as Eleições 2026, o equivalente a 89,01% do eleitorado brasileiro. A tecnologia funciona como uma camada adicional de segurança para dificultar tentativas de votar no lugar de outra pessoa.

O QUE ACONTECE SE A DIGITAL NÃO FOR RECONHECIDA?

A ausência de biometria cadastrada ou uma falha na leitura não impede automaticamente o eleitor de votar. Segundo o TSE, o mesário pode conferir novamente os documentos e realizar até quatro tentativas de leitura da digital.

Se o reconhecimento não funcionar, a equipe pode seguir um procedimento alternativo. Nesse caso, o mesário informa o ano de nascimento declarado pelo eleitor, e a urna verifica se o dado corresponde ao cadastro oficial.

A liberação também exige controles adicionais. O eleitor assina o caderno de votação, enquanto o mesário registra a própria digital no terminal para autorizar o procedimento. Assim, a votação pode continuar mesmo quando a biometria do eleitor não é reconhecida.

REGISTROS AJUDAM A INVESTIGAR POSSÍVEIS FRAUDES

A verificação não termina quando a urna é liberada. Conforme explica o TSE, o sistema registra as ocorrências em que a identificação biométrica falha e armazena a imagem da última digital apresentada ao leitor.

Nos casos de liberação alternativa, os registros da digital do eleitor e do mesário são transmitidos à Justiça Eleitoral ao final da votação. Os mesários também precisam anotar as ocorrências fora do procedimento padrão na ata da mesa receptora.

Essas informações permitem que técnicos investiguem eventuais denúncias e cruzem os registros para esclarecer o que aconteceu em cada seção.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais