Eleições 2026: verdades e mentiras sobre o processo eleitoral
Checagens do TSE esclarecem dúvidas sobre segurança das urnas e mensagens falsas que circulam nas redes sociais

As Eleições 2026 entram na reta final em meio à circulação de mensagens, vídeos e publicações sobre a Justiça Eleitoral.
Com a proximidade da votação para o segundo turno, informações falsas podem misturar fatos reais com interpretações incorretas e dificultar a identificação do que realmente acontece durante o processo.
Para ajudar os eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém a plataforma “Fato ou Boato”, que reúne checagens, conteúdos educativos e informações verificadas sobre as eleições. A ferramenta também orienta como reconhecer sinais de desinformação antes de compartilhar uma publicação.
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IA NÃO CONSEGUE ALTERAR O VOTO NA URNA
Uma das informações verificadas pelo TSE envolve o uso de inteligência artificial para supostamente modificar votos durante a votação. Segundo a Justiça Eleitoral, a IA não consegue invadir a urna pela internet para alterar o voto do eleitor.
As urnas eletrônicas não ficam conectadas à internet, ao Wi-Fi, ao Bluetooth ou à rede de telefonia celular durante a votação. Além disso, os sistemas eleitorais são preparados previamente, passam por fiscalização e são lacrados antes do pleito.
O TSE também esclarece que os sistemas não recebem atualizações remotas ou comandos externos capazes de modificar um voto já registrado. Partidos políticos, Ministério Público, OAB, Polícia Federal e outras entidades fiscalizadoras podem acompanhar as etapas de auditoria dos sistemas eleitorais.
URNA NÃO TEM “CANDIDATOS SECRETOS” OU VOTO AUTOMÁTICO
Outra mensagem desmentida pela plataforma afirma que uma sequência específica de teclas poderia liberar candidatos que não aparecem normalmente na urna. O TSE classificou a informação como falsa e explicou que não existe esse mecanismo de desbloqueio.
O TSE também desmentiu uma publicação segundo a qual ministros do STF teriam recebido cópias diferentes do código-fonte das urnas.
De acordo com a plataforma Fato ou Boato, os códigos disponibilizados para fiscalização são completos e correspondem aos que dão origem aos programas e sistemas utilizados nas Eleições 2026.
Também é falsa a afirmação de que mesários podem votar no lugar dos eleitores. O TSE mantém essa e outras checagens na plataforma para responder a dúvidas que voltam a circular durante os períodos eleitorais.
COMO SABER SE UMA NOTÍCIA É VERDADEIRA?
O TSE recomenda alguns cuidados antes de acreditar ou compartilhar uma informação sobre as eleições. Um deles é procurar a mesma notícia em outros veículos e ler o conteúdo completo, em vez de considerar apenas o título.
Também vale verificar quem publicou a informação e observar o endereço do site. Erros de ortografia, datas incompatíveis com os acontecimentos e endereços eletrônicos suspeitos podem indicar que o conteúdo não é confiável.
A plataforma Fato ou Boato reúne conteúdos produzidos por uma rede de agências de checagem, identificados com o selo da organização responsável pela verificação.
Além disso, o TSE mantém o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), canal que permite comunicar conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto que possam afetar a integridade das eleições.
A plataforma Fato ou Boato também disponibiliza materiais sobre a segurança da urna eletrônica e do sistema de votação.
Por isso, diante de uma mensagem sobre as Eleições 2026, a recomendação é verificar a origem, procurar a informação em canais oficiais e consultar as checagens disponíveis antes de compartilhar o conteúdo.