ENEM 2026: o que ainda vale a pena revisar na redação na véspera da prova?

Revisar as cinco competências, organizar os argumentos e conferir a proposta de intervenção estão entre as prioridades antes da prova

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Guia do Inep reúne exemplos de redações bem avaliadas e explica o que os corretores esperam dos participantes. (Créditos: Unsplash)

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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Na véspera do Enem 2026, a melhor estratégia para a redação é revisar os critérios de avaliação e retomar a estrutura do texto dissertativo-argumentativo, em vez de tentar aprender conteúdos novos de última hora. 

A prova será aplicada neste domingo (08), e os candidatos terão de defender um ponto de vista sobre o tema proposto, desenvolver argumentos e apresentar uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.

A Cartilha do Participante do Enem 2026, publicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), reúne orientações sobre as cinco competências avaliadas e exemplos de redações que alcançaram notas altas em edições anteriores. 

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1. RELEMBRE AS CINCO COMPETÊNCIAS AVALIADAS

A redação vale até mil pontos e passa pela avaliação de cinco competências, cada uma com pontuação de até 200. Na revisão, vale conferir se você domina os aspectos cobrados:

  • Competência 1: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
  • Competência 2: compreender a proposta, desenvolver o tema e mobilizar conhecimentos de diferentes áreas;
  • Competência 3: selecionar e organizar informações, fatos e argumentos para defender um ponto de vista;
  • Competência 4: utilizar mecanismos linguísticos que garantam a coesão do texto;
  • Competência 5: elaborar uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Em vez de decorar uma redação pronta, procure entender como cada competência aparece no texto. Essa revisão ajuda a identificar pontos fracos e evita que o candidato dependa de fórmulas que podem não combinar com o tema apresentado.

2. REVISE A ESTRUTURA E A CONSTRUÇÃO DOS ARGUMENTOS

O Inep espera um texto dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas. 

Por isso, retome a função de cada parte: a introdução apresenta o tema e a tese; os parágrafos de desenvolvimento sustentam o posicionamento com argumentos; e a conclusão apresenta uma proposta de intervenção.

Também vale observar se as ideias seguem uma sequência lógica. Cada parágrafo precisa contribuir para a defesa da tese, sem repetir informações ou incluir referências apenas para demonstrar conhecimento. 

Dados, acontecimentos históricos e conceitos podem enriquecer a argumentação, desde que tenham relação com o tema e sejam usados de maneira produtiva.

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3. CONFIRA A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO E OS RISCOS DE NOTA ZERO

A conclusão merece atenção especial. A proposta de intervenção precisa apresentar uma ação para enfrentar o problema discutido e respeitar os direitos humanos. Na revisão, confira se a solução está relacionada aos argumentos desenvolvidos e se explica como o problema pode ser enfrentado.

Mas tenha cuidado. Algumas situações podem levar à nota zero, como:

  • fugir do tema;
  • não respeitar a estrutura dissertativo-argumentativa;
  • escrever apenas sete linhas ou menos;
  • inserir trechos deliberadamente desconectados do assunto. 

Portanto, reserve alguns minutos para reler o texto e verificar se ele responde à proposta. Na véspera, priorize uma revisão leve e descanse. 

A redação integra o primeiro dia do Enem, junto às questões de Linguagens e Ciências Humanas. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília; a aplicação começa às 13h30 e termina às 19h.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais