Fast Company Brasil vence prêmio internacional de jornalismo com investigação sobre pornografia por IA
Reportagem sobre a comercialização de pornografia gerada por IA no Telegram foi reconhecida na categoria Imprensa Digital de premiação latino-americana

A Fast Company Brasil venceu a categoria Imprensa Digital do 18° Prêmio ESET de Jornalismo em Segurança da Informação em 2026. A reportagem “Ilegal, pornografia por IA é negócio dentro do Telegram”, de Camila de Lira, investigou o funcionamento de bots que comercializam pornografia gerada por inteligência artificial no Telegram.
Durante dois meses, a reportagem monitorou oito dessas ferramentas e identificou mecanismos de cobrança e estratégias para manter os serviços ativos mesmo após denúncias.
Organizado pela ESET, empresa de cibersegurança que atua na detecção proativa de ameaças, o prêmio busca reconhecer o trabalho de jornalistas que divulgam informações para ampliar a conscientização sobre segurança da informação.
Os trabalhos foram avaliados por um júri com profissionais de diferentes veículos de comunicação latinoamericanos, além de especialistas do laboratório da ESET América Latina.
Entre os critérios de avaliação estavam a relevância social do tema, a originalidade da investigação, o tratamento das informações, a qualidade narrativa e o uso correto da terminologia técnica.
Além da categoria Imprensa Digital, o prêmio também reconheceu trabalhos nas categorias Imprensa Multimídia e Imprensa Gráfica. Na primeira, a vencedora foi a jornalista mexicana Lilia Saúl Rodríguez, do Aristegui Noticias, com uma reportagem sobre fraudes cibernéticas envolvendo a IA e a atuação do crime organizado no México.
Já na categoria Imprensa Gráfica, foram premiados Marisa Adán Gil, Marcelo Moura, Clayton Melo, Roberta Prescott, Carmen Nery e Denize Bacoccina, da revista "Época Negócios", pela reportagem Crime as a Service.
O prêmio principal da 18ª edição ficou com as jornalistas argentinas Florencia Ballarino e Rosario Marina, do veículo Chequeado, pela reportagem sobre uma falsa plataforma de investimentos chamada Evo Plata e o golpe que circulava no Facebook.