Guerra entre EUA e Irã leva Nvidia e Amazon a fechar escritórios em Dubai; funcionários do Google ficam retidos
A reação iraniana ampliou a instabilidade na região e levou grandes empresas de tecnologia a reverem suas operações locais

A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou novos desdobramentos na última terça-feira (3), após a ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de semana.
A reação iraniana ampliou a instabilidade na região e levou grandes empresas de tecnologia a reverem suas operações locais.
Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, tornou-se um dos principais pontos de atenção. A cidade abriga escritórios estratégicos de companhias globais e serve como base regional para operações no Oriente Médio e norte da África.
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Tel Aviv, em Israel, outro polo tecnológico relevante, também enfrenta impactos diretos do conflito, de acordo com a CNBC.
DECISÃO
Empresas do setor de tecnologia ativaram planos de contingência para proteger funcionários e manter serviços essenciais.
A Nvidia informou que fechou temporariamente seu escritório em Dubai e colocou equipes em regime de trabalho remoto. A decisão foi comunicada internamente pelo CEO Jensen Huang, que destacou o acompanhamento permanente da situação por uma equipe de gestão de crise.
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A companhia mantém forte presença em Israel desde a aquisição da Mellanox em 2019 e concentra no país uma de suas maiores bases de pesquisa e desenvolvimento fora dos Estados Unidos.
Segundo a direção, funcionários e familiares diretamente afetados estavam em segurança até a manhã de terça-feira.
A Amazon também determinou que seus colaboradores corporativos no Oriente Médio trabalhem de forma remota. A empresa mantém escritórios e infraestrutura logística em diversos países da região, incluindo:
- Emirados Árabes Unidos;
- Arábia Saudita; e
- Israel.
Parte de sua estrutura de data centers foi atingida por drones, provocando danos físicos e interrupções no fornecimento de energia.
Serviços da Amazon Web Services apresentaram instabilidade, e clientes foram orientados a avaliar backups e redistribuição de cargas para outras regiões.
Na Google, dezenas de funcionários permaneceram em Dubai após um evento da divisão de computação em nuvem realizado dias antes do início dos ataques. O fechamento do espaço aéreo e o cancelamento de milhares de voos dificultaram o retorno das equipes.
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A empresa informou que monitora o cenário e adota medidas de segurança alinhadas às orientações das autoridades locais.
A Snap comunicou que seus quatro escritórios no Oriente Médio operarão remotamente até novo aviso, seguindo recomendações governamentais.
O QUE ACONTECEU?
A mobilização corporativa ocorre após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva inicial.
A resposta de Teerã incluiu ataques a bases militares e pontos estratégicos na região do Golfo, afetando rotas aéreas, fornecimento de energia e infraestrutura digital.
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou que cidadãos americanos deixem imediatamente países do Oriente Médio utilizando meios comerciais disponíveis. A possibilidade de evacuações adicionais com apoio militar também foi mencionada.
A instabilidade atinge uma região que se consolidou como polo tecnológico nos últimos anos.
Dubai tornou-se centro relevante para operações de nuvem e vendas, enquanto Tel Aviv concentra investimentos em inovação e desenvolvimento de software e semicondutores.
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Com o ambiente ainda imprevisível no Irã, empresas reforçam protocolos de segurança e revisam planos de continuidade de negócios.