MARTE Festival reúne arte, tecnologia e futuros do Sul Global em Ouro Preto
Evento terá apresentações de artistas de quatro países, performances e debates sobre música, arte, tecnologia e ancestralidade

Nesta sexta e sábado (24 e 25 de julho), a Fast Company Brasil estará em Ouro Preto para a sexta edição do MARTE Festival, que este ano tem como tema “O Futuro é ancestral – e vem do Sul Global".
O evento, gratuito, vai ocupar a cidade histórica de Minas Gerais, da Praça Tiradentes à Casa Câmara, com shows, performances, laser mapping e debates – sempre transitando entre a música, a arte e a tecnologia.
Carol Daves, uma das idealizadoras e curadoras do festival, diz que esses territórios “têm formas de criar, resistir e imaginar que o mundo precisa conhecer". Os painéis acontecem no MARTE Lab, reunindo pesquisadores, artistas e especialistas para discutir a criação contemporânea.
PALESTRAS NA CASA CÂMARA
Na sexta-feira (dia 24), a primeira conversa terá como tema "Hackear o futuro: tecnologia, ancestralidade e poder no Sul Global", com Sérgio Amadeu (professor da Universidade Federal do ABC/ UFABC), Tarcízio Silva (pesquisador em tecnologia e IA) e Tatiana Nascimento (fundadora da produtora de som Janga), com mediação da afrofuturista Zaika dos Santos.
Logo depois, subirão ao palco as artistas Uýra Sodoma, Aline Motta e Giselle Beiguelman, que também é professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). O painel será sobre "Arte, tecnologia e espiritualidade no século 21", com mediação do diretor do Museu da Inconfidência, Alex Calheiros.
A última palestra será com Dani Ribas, doutora em sociologia pela Universidade de Campinas (Unicamp), que vai falar sobre "Territórios e o fim do futuro único".
Para o sábado (dia 25) estão programados dois painéis em parceria com a União Brasileira de Compositores (UBC): "Da criação à circulação: música, direitos e futuros possíveis", com Carol de Amar, Cláudio Fraga e Marcelo Falcão, e a mesa "Conexões Latinas", com Fernanda Takai, Geraldo Vianna e Tulipa Ruiz.
PERFORMANCES NA PRAÇA TIRADENTES
O cortejo da Guarda do Congo de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia do Alto da Cruz estará na abertura oficial do evento. O trajeto vai começar na Casa Câmara, onde acontecem as palestras do MARTE Lab, e terminar na Praça Tiradentes, onde fica o palco das apresentações musicais.

Na sexta-feira se apresentam Djuena Tikuna, uma das principais vozes da música indígena contemporânea brasileira; a cantora e compositora Assucena, trazendo o cancioneiro latino-americano; a banda de jazz-rock Metá Metá; e o grupo argentino Otros Aires, com um show que combina tango, eletrônica e videomapping.
No sábado, o festival recebe a cantora, compositora e instrumentista Estela Ceregatti; a cantora argentina Catalina Telerman; o duo paraguaio Purahéi Soul; a dupla experimental Craca e Sandra X; o DJ, produtor e performer ugandense Faizal Mostrixx; e o músico paraense Félix Robatto, que conecta guitarrada, lambada, carimbó e música latino-amazônica.
Durante os dois dias, a Cia Base Vertical e a performance de laser mapping do Homem Gaiola vão transformar a fachada do Museu da Inconfidência em tela para projeções.