Meta pode perder Instagram e WhatsApp? Entenda o novo embate
Entenda o caso que pode redefinir as regras para as big techs

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) tenta retomar um processo que acusa a Meta de ter criado um monopólio ao comprar concorrentes estratégicos ao longo dos anos.
Segundo reportagem da Reuters, a agência reafirmou nesta semana que as aquisições do Instagram e do WhatsApp reforçaram de forma ilegal o domínio da Meta no mercado de redes sociais. A FTC mantém a posição mesmo após uma decisão judicial, no ano passado, ter rejeitado o caso.
A FTC afirma que a Meta violou as leis antitruste ao comprar plataformas que poderiam se tornar concorrentes diretas. Para a agência, a estratégia não buscou inovação, mas sim eliminar ameaças antes que crescessem.
O argumento central é que a compra do Instagram, em 2012, e do WhatsApp, em 2014, reduziu a concorrência e limitou as opções dos consumidores. Segundo a FTC, a concentração prejudicou usuários ao diminuir a diversidade de serviços e inibir novas empresas.
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HISTÓRICO DO PROCESSO
Em 2020, a FTC abriu ação contra a empresa, que ainda se chamava Facebook. O objetivo era forçar a venda do Instagram e do WhatsApp ou impor uma reestruturação.
A agência sustentou que a empresa gastou bilhões para neutralizar concorrentes emergentes e manter controle sobre as plataformas mais usadas para comunicação entre amigos e familiares.
Em novembro do ano passado, o juiz federal James Boasberg concluiu que a FTC não conseguiu provar que a Meta exerce atualmente um monopólio. Para ele, a empresa enfrenta concorrência real de plataformas como TikTok e YouTube.
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O magistrado avaliou que os hábitos dos usuários mudaram e que redes focadas em vídeo passaram a competir diretamente com Facebook e Instagram, enfraquecendo a tese de domínio absoluto.
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RESPOSTA DA META
Após a nova manifestação da FTC, a Meta voltou a defender a decisão judicial. A empresa afirmou que enfrenta forte concorrência e que continua investindo para inovar e disputar usuários.
A companhia sustenta que Instagram e WhatsApp cresceram justamente por fazerem parte do grupo e que não seriam mais fortes se tivessem seguido caminhos independentes. Ainda não está claro quais medidas legais a FTC pode adotar para tentar reabrir o processo da Meta.