Ninho vazio cresce nas buscas perto do Dia das Mães

Pesquisa do Boticário aponta que 64% das conversas sobre ninho vazio carregam tristeza e solidão; campanha busca dar um novo significado às despedidas da maternidade

Uma mulher aparece sentada em expressão de ansiedade diante de um ninho vazio sustentado por mãos, cercada por lupas com olhos atentos. A composição sugere pressão social, vigilância externa, insegurança emocional e debate sobre fertilidade, maternidade ou expectativas familiares.
Kiwis,Deagreez e riccardo67 via Getty images

Paula Pacheco 2 minutos de leitura

O que poderia parecer a possibilidade de uma mudança na vida graças à possibilidade de ter mais tempo para projetos guardados no fundo de um armário por falta de tempo ou outraa prioridades, ainda é sentido como um momento difícil.

A chegada do momento do “ninho vazio” - expressão referente ao conjunto de respostas emocionais comuns quando os filhos saem de casa – provoca mais sentimentos negativos do que positivos. É o que mostra um estudo de social listening feito pelo Boticário por 12 meses. Os dados apontam que 64% das conversas sobre esse termo nas redes sociais estão relacionadas a sentimentos negativos. Por exemplo, de tristeza e de solidão.

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Os dados serviram como ponto de partida para a criação do filme “Despedidas”, que a marca lançou nesta terça-feira (14) para sua campanha do Dia das Mães. O roteiro mostra, por meio de uma viagem de trem, as tantas vezes na vida em que a mãe se despede do filho em suas diferentes fases da vida, com encerramentos e começos de ciclo.

Na avaliação de Carolina Carrasco, diretora de branding e comunicação do Boticário e Quem Disse, Berenice?, “falar sobre maternidade é reconhecer uma verdade simples e profunda: ser mãe é aprender, desde o primeiro instante, a se despedir”.

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“São despedidas que acontecem aos poucos, nos detalhes do dia a dia, e acompanham o crescimento dos filhos e das próprias mães. Ao trazer esse olhar, a campanha busca ampliar a conversa sobre essas transformações, acolhendo a complexidade desses momentos e revelando a força de um amor que se reinventa a cada fase”, diz a executiva.

Ainda segundo a empresa, a pesquisa mostra que, enquanto a experiência costuma ser narrada principalmente do ponto de vista das mães, há relatos de filhos que apontam uma pressão por vínculos intensos, com um sentimento de culpa e a dificuldade de chegar à autonomia.

Confira o vídeo da campanha:

Nas redes sociais, em particular no TikTok, conteúdos com a hashtag #ninhovazio somam milhares de visualizações mais recentemente e 54% dos relatos evidenciam o impacto emocional do “silêncio repentino” e a necessidade, segundo a empresa, de reconstruir a própria identidade após anos dedicados à parentalidade.

Ao todo, 30% deles discutiram sobre o amadurecimento dos filhos e a dificuldade de aceitar as transições a cada fase relacionada à independência – por exemplo, ao entrar na faculdade, mudar de cidade ou entrar em um relacionamento mais sério, como casamento, que representam 12% das discussões.


SOBRE A AUTORA

Paula Pacheco é jornalista old school, mas com um pé nos novos temas que afetam, além do bolso, a sociedade, como a saúde do planeta. saiba mais