Por trás do ‘pilili’: como surgiu o som que confirma o fim da votação?
Som criado para indicar o fim da votação acompanha as urnas eletrônicas desde a primeira eleição com o equipamento, em 1996

O som “pilili” da urna eletrônica faz parte da memória das eleições brasileiras e completa 30 anos em 2026. O sinal foi criado junto com a primeira urna eletrônica do país, em 1996, para avisar aos mesários que o eleitor havia concluído a votação.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a escolha do som aconteceu durante o desenvolvimento da primeira geração do equipamento, quando a equipe precisava definir uma sinalização simples para indicar o fim do processo.
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COMO SURGIU O SOM DA URNA?
O engenheiro Antônio Esio Salgado, que participou do desenvolvimento da primeira geração da urna, contou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como o som foi escolhido.
De acordo com o engenheiro, a equipe avaliou diferentes opções apresentadas pelo fabricante. A ideia era encontrar um sinal que permitisse ao mesário identificar rapidamente quando a votação havia terminado.
Depois de ouvir várias alternativas, surgiu o “pilili”. O som chamou a atenção da equipe e acabou sendo escolhido para integrar o equipamento. Assim, uma decisão inicialmente técnica se transformou em um dos sinais mais conhecidos das eleições brasileiras.
“PILILI” COMPLETA 30 ANOS
O sinal sonoro estreou em 1996, junto com a primeira urna eletrônica, e continua sendo utilizado três décadas depois. Nas Eleições 2026, o som voltará a aparecer nas seções eleitorais durante o primeiro turno, marcado para o próximo domingo, 04 de outubro.
Para marcar os 30 anos da urna eletrônica, o TSE também criou o Pilili, uma mascote inspirada no conhecido sinal sonoro. A iniciativa integra uma série de ações de comunicação voltadas à história do equipamento e à aproximação com novas gerações.
URNA TAMBÉM GANHOU RECURSOS DE ACESSIBILIDADE
A evolução da urna eletrônica não ficou restrita ao registro e à contabilização dos votos. Segundo o TRE-SP, o equipamento recebeu recursos para ampliar a autonomia de pessoas com deficiência durante a votação.
Entre eles está o sistema de áudio destinado a eleitoras e eleitores cegos ou com baixa visão. Desde 2024, a urna utiliza a voz sintetizada “Letícia”, pertencente à cantora Sara Bentes, que nasceu com deficiência visual.
A voz orienta o eleitor durante o procedimento, informa o cargo em disputa e também reproduz nomes e números das candidaturas escolhidas. O equipamento ainda conta com identificação tátil da tecla 5 e permite o uso de fones de ouvido descartáveis fornecidos pela Justiça Eleitoral.