Pioneiras do Fórum Econômico Mundial atacam problemas antigos com ideias novas e tecnologia

Crédito: Denis Balibouse/ Reuters

Redação Fast Company Brasil 2 minutos de leitura

O Fórum Econômico Mundial anunciou os 100 Technology Pioneers de 2022 (Pioneiros em Tecnologia) com empresas que estão em estágio inicial ou de crescimento e liderando os avanços nas áreas de tecnologia e inovação. Na lista, cinco são da América Latina: duas argentinas (Mamotest e Pomelo), duas chilenas (Global66 e Houm) e uma mexicana (microTERRA).

Com representantes de 30 países, a lista contou com a entrada inédita de empresas do Vietnã, Ruanda e República Tcheca. Também pela primeira vez, um terço das companhias são lideradas por mulheres. “Os pioneiros da tecnologia de 2022 já estão trazendo grandes mudanças para as indústrias em todo o mundo”, afirma Saemoon Yoon, líder da comunidade no Fórum Econômico Mundial, em comunicado oficial.

“Ao ingressar, esses líderes de tecnologia emergentes podem continuar a mostrar não apenas os impressionantes avanços tecnológicos em suas empresas, mas também como estão ajudando a construir um futuro melhor para todos nós”, completou. Os Pioneiros da Tecnologia iniciam agora uma jornada de dois anos, passando a fazer parte das iniciativas, atividades e eventos do Fórum Econômico Mundial e trazendo seus insights e novos pensamentos para discussões críticas globais.

Esses líderes podem mostrar não apenas os avanços tecnológicos em suas empresas, mas também como estão ajudando a construir um futuro melhor para todos nós.

“O nível de inovação e aplicação de tecnologias de ponta está nos dizendo que estamos em um momento de grande mudança no padrão de vida de nossa sociedade”, afirma Diego Villegas, CEO e cofundador da Slang, plataforma online para aprendizagem de inglês baseada em machine learning e especializada em conteúdos profissionais, uma das empresas norte-americanas selecionadas. “Você verá uma variedade de tópicos, desde avanços de fertilidade até computadores quânticos chegando a aplicações comerciais. O que há em comum é que todas são abordagens novas e baseadas em tecnologia para problemas antigos”, apontou.

Villegas é colombiano, fundou a Slang com Kamran Khan e tem planos de expandir a plataforma no Brasil. “O país tem grande necessidade de inglês profissional para se integrar com o resto do mundo e também para melhorar a produtividade e aquisição de conhecimento dentro da força de trabalho. Ao mesmo tempo, é o maior mercado da América Latina. Assim, nosso objetivo é nos tornarmos o parceiro padrão para corporações de negócios para melhorar a proficiência do inglês profissional”, diz Villegas.

O empreendedor ficou surpreso com a ausência de empresas brasileiras entre os pioneiros do Fórum Econômico Mundial. “Admiro muito as startups do Brasil. No entanto, muitas delas na América Latina contam com grandes equipes de brasileiros e, por isso, fazem parte do desenvolvimento de novas tecnologias”, diz Villegas.

Segundo ele, a maioria das startups na América Latina estão focadas em novos modelos de negócios ou novas experiências, pois ainda há uma grande lacuna em necessidades básicas que precisa ser preenchida. “Os selecionados do Fórum Econômico Mundial desenvolvem tecnologias que podem transformar uma indústria ou um mercado, e é normal ver que a representação dos países latino-americanos varia ano a ano”, diz o empreendedor.


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