Rio de Janeiro recebe o Brasil Futures Forum
Cidade vira laboratório para discutir os futuros da tecnologia, cultura e negócios no primeiro fórum de futuros da América Latina

O Rio de Janeiro recebe neste sábado, dia 22 de agosto, o Brasil Futures Forum (BFF), primeiro fórum de futuros da América Latina. Com participação gratuita, mediante inscrição e disponibilidade de vagas, o encontro acontece até o dia 24 e reúne especialistas, pesquisadores, futuristas, lideranças empresariais e públicas, artistas e organizações da sociedade civil para discutir como as decisões tomadas hoje podem moldar as próximas décadas.
Mais do que prever o que vem pela frente, a proposta do BFF é discutir possibilidades e preparar organizações e sociedades para diferentes cenários. Nos três dias, o Rio de Janeiro será transformado em um laboratório de experimentação que combina temas como clima, biodiversidade, tecnologia, inteligência artificial e novos pactos sociais.
A PROGRAMAÇÃO
Durante os dois primeiros dias, 22 e 23 de agosto, a programação ocorre de forma descentralizada nas Casas BFF, os núcleos temáticos. Cada um terá um eixo temático, dentre eles: futuros da arte e do design; futuros regenerativos; futuros da cultura; futuros da tecnologia; soft power brasilerio e fluminense.
As atividades também acontecem pelo território. Zona Portuária, Centro, Glória, Pequena África , entre outras regiões,que receberam visitas guiadas, oficinas, passeios-aula, experiências gastronômicas, apresentações musicais, literatura, atividades ligadas à ancestralidade e ao afrofuturismo.
Um dos destaques está no Circuito da Herança Africana, promovido pelo Instituto Preto Novos, e atividades do Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB). A programação na Pequena África propõe conectar memória, patrimônio e futuros possíveis a partir do princípio africano Sankofa.
A CONVERGÊNCIA DO DIA 24 DE AGOSTO
No dia 24 de agosto, a programação converge para o Museu do Amanhã, onde estarão concentrados múltiplos palcos com conferências, paineis, workshops e intervenções artísticas.
As ações serão organizadas em cinco trilhas: Futuros Ancestrais e Inteligência Cultural; Arte e Economia Criativa; Ecossistemas e Regeneração da Terra; Tecnologias para Futuros Regenerativos; e Governança, Foresight e Design de Futuros.
Entre os temas previstos estão inteligência artificial, biomimética, design especulativo, inovação social, regeneração, educação, confiança, afrofuturismo e acessibilidade. A programação inclui ainda a Mesa das Cátedras UNESCO, o Workshop Soft Power Brasil e o Fórum Foresight Brasil.
O FUTURO COMO ESTRATÉGIA
No setor empresarial, o foresight é um dos eixos centrais do fórum. A abordagem busca identificar sinais de mudança, construir cenários possíveis e transformá-los em decisões no presente.
Para Glaucia Guarcello, CEO da HSM, Singularity Brasil e Learning Village, falar em foresight corporativo não significa tentar prever o futuro, mas reduzir o custo de ser surpreendido.
“As organizações que estruturam essa capacidade deixam de reagir a cada movimento do mercado e passam a decidir com antecedência sobre o que realmente importa: onde investir, quais competências desenvolver e quais riscos aceitar. Na prática, isso significa transformar sinais dispersos em cenários possíveis e cenários em escolhas de hoje”, afirma a executiva.
É nesse momento de aprendizagem, entre a antecipação e a ação, que o BFF concentra parte da sua proposta de discutir possibilidades de futuros para ajudar empresas, governos e sociedade a tomar decisões conscientes e preparadas.