Serena Williams vai deixar as quadras para cuidar de seu império de negócios

A tenista se tornou uma grande força no mundo dos negócios com sua empresa de capital de risco, a Serena Ventures

Crédito: Clive Brunskill/ Equipe/ GettyImages

Redação Fast Company 3 minutos de leitura

É inegável o quanto Serena Williams foi excepcional no mundo do tênis. Mas ela também se tornou uma grande força no mundo dos negócios. Por isso, quando a tenista anunciou que vai deixar o esporte depois do US Open e que pretende focar em capital de risco em outros empreendimentos, sua decisão fez todo o sentido. O anúncio da transição saiu na última reportagem de capa da revista Vogue.

Serena foi 23 vezes campeã do Grand Slam, mas também já foi eleita uma das pessoas mais produtivas pela Fast Company. Ela lidera a Serena Ventures, que arrecadou US$ 111 milhões em uma rodada de financiamento inaugural no início deste ano.

A empresa de capital de risco se concentra em startups com fundadores sub-representados (que compõem 76% de seu portfólio), incluindo mulheres, latinos e afro-americanos, um grupo extremamente marginalizado pelas outras empresas do ramo.

Desde que começou a se envolver com startups, em 2014, Williams foi investidora anjo de 45 empresas, incluindo Clubhouse, Impossible Foods e Masterclass. A primeira rodada de financiamento da Serena Ventures abrangeu 22 startups, incluindo os aplicativos Chatdesk e Foody e o serviço virtual de aconselhamento pré-nupcial Ours.

A Serena Ventures se concentra em startups com fundadores sub-representados, como mulheres, latinos e afro-americanos.

“Sempre fui fascinada por tecnologia e sempre adorei como ela molda nossas vidas”, disse Williams ao “The New York Times”. “Quando conheci meu marido [cofundador do Reddit, Alexis Ohanian], essa foi nossa primeira conversa. Foi assim que nos conhecemos, falando sobre investimentos.”

A Forbes estima seu patrimônio líquido em US$ 260 milhões. Embora ela tenha ganhado US$ 94 milhões com vitórias nas quadras, a maior parte de sua fortuna veio de participações e investimentos. Traçamos a seguir um panorama dos empreendimentos de Serena Williams:

PATROCÍNIOS

Sendo uma das maiores atletas de todos os tempos, a tenista construiu uma extensa rede de acordos de patrocínio. Entre as empresas que a contrataram para ajudar a vender seus produtos estão Gatorade, Nike, Delta Air Lines, Aston Martin, Pepsi, Puma, Beats by Dre, IBM, Intel e Chase Bank.

MODA

Em 2018 ela fundou a S by Serena, linha de roupas cuja maioria dos itens custa entre US$ 50 e US$ 150. Esse foi seu segundo empreendimento no campo do design: em 2004, chegou a lançar Anères, mas depois fechou o negócio.

Em 2019, em colaboração com a KP Sanghvi, fabricante global de diamantes, lançou a Serena Williams Jewelry, que inicialmente era vendida online pela Fred Meyers Jewelers, antes de expandir para outras lojas.

MEIOS DE COMUNICAÇÃO

“Tenho muitas histórias que estou ansiosa para contar, incluindo uma continuação da minha própria história.”

Embora certamente seja requisitada como comentarista esportiva, Williams nem sempre tem tempo para isso. No ano passado, conseguiu um primeiro contrato com a Amazon Studios para projetos com e sem roteiro, incluindo um documentário sobre sua vida. Ela atuará como produtora executiva da série.

“Tenho muitas histórias que estou ansiosa para contar, incluindo uma continuação da minha própria história, e estou ansiosa para compartilhá-las com o mundo”, disse ela na época.

Seu primeiro livro infantil, “The Adventures of Qai Qai“, deve ser lançado em 27 de setembro. A história gira em torno da boneca favorita de sua filha, que se tornou uma estrela da mídia social, com 334 mil seguidores no Instagram.

Além do tênis, Serena possui uma pequena participação no Miami Dolphins, junto com sua irmã Venus. Elas foram as primeiras mulheres afro-americanas a deter uma propriedade em um time da NFL.

CONSULTORIA CORPORATIVA

Williams faz parte do conselho de administração da SurveyMonkey (desde 2017) e, até quatro meses atrás, era membro do conselho da Poshmark. Ela é consultora do jogo Sorara, de futebol fictício baseado em blockchain, o que coincide com seu interesse em criptomoedas.

Também investiu na empresa de recompensas Bitcoin Lolli, fez parte de um investimento de US$ 19 milhões na plataforma NFT Bitski e assinou uma parceria com o Cash App da Block Inc.

TRAJETÓRIA

A Nike, juntamente com os estúdios da AKQA em São Paulo, Melbourne e Portland, usou inteligência artificial para simular mais de 130 mil jogos entre a Serena de 1999 (quando venceu o primeiro Grand Slam) e de 2017, ano em que conquistou seu recorde – o 23º Grand Slam, em Melbourne, superando em títulos a alemã Steffi Graf.  Veja aqui.


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