Trump em Davos: confira os destaques do discurso do presidente dos EUA
Discurso em Davos expõe a visão americana sobre economia, clima e segurança global e impõem tensões com aliados

O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, discursou no World Economic Forum (Fórum Econômico Mundial), em Davos, na Suíça, na última quarta-feira (21), a convite da organização do evento. Em uma fala de mais de uma hora, o republicano apresentou um balanço de sua agenda internacional, reforçou críticas a aliados europeus e voltou a defender negociações para que Washington assuma o controle da Groenlândia.
Ao longo do discurso, o líder americano abordou temas como segurança global, Otan, imigração, economia, política climática e relações com Canadá, Ucrânia e Venezuela. Trump também reiterou que não pretende usar força militar para anexar a ilha no Ártico, mas afirmou que negociações imediatas são necessárias para atender aos interesses estratégicos dos Estados Unidos.
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POR QUE A GROENLÂNDIA?
Trump afirmou que apenas os Estados Unidos têm capacidade real de garantir a segurança da Groenlândia. Embora tenha declarado que não recorrerá ao uso da força para anexar o território, o presidente deixou claro que mantém o interesse na aquisição da ilha, atualmente sob controle da Dinamarca.
Horas após o discurso, Trump informou que um acordo com a Otan sobre a questão estava encaminhado e que as conversas atenderiam aos objetivos estratégicos americanos, além de preservar a estabilidade da aliança militar.
CRÍTICAS À DINAMARCA E À OTAN
Durante a fala, Trump criticou a postura da Dinamarca, classificando o país como ingrato por resistir às negociações. O presidente americano afirmou que os Estados Unidos protegeram a região durante a Segunda Guerra Mundial e que essa contribuição histórica deveria ser considerada.
O republicano também voltou a questionar o comprometimento da Otan com a defesa americana, reiterando que os aliados precisam ser capazes de proteger seus próprios territórios, embora reconheça que Washington continua sendo o principal pilar militar da aliança.
RECADO À EUROPA
Trump usou o palco do Fórum Econômico Mundial para atacar políticas adotadas por países europeus. Segundo ele, o continente enfrenta declínio econômico e social devido ao aumento dos gastos públicos, à imigração em massa e à dependência de importações estrangeiras.
O presidente afirmou que a Europa “não segue a direção correta” e alertou que essas escolhas colocam em risco a competitividade e a soberania das nações ocidentais.
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IMIGRAÇÃO E ECONOMIA
A política migratória foi descrita por Trump como socialmente disruptiva. O presidente afirmou que a imigração deve ser tratada como prioridade por governos que desejam manter um ocidente forte e unido.
Na economia, Trump defendeu sua agenda como responsável por um “milagre econômico” nos Estados Unidos, rejeitando críticas de que tarifas comerciais e cortes no funcionalismo público poderiam causar prejuízos estruturais ao país.
CLIMA E PAÍSES VIZINHOS
O republicano classificou as políticas climáticas europeias como uma farsa responsável por destruir empregos e elevar o custo da energia. Trump criticou duramente o uso de turbinas eólicas, associando a fonte à perda de competitividade industrial.
Em contrapartida, defendeu fontes tradicionais de energia, como petróleo, gás e carvão, que considera essenciais para o crescimento econômico e a segurança nacional.
Trump advertiu o Canadá, afirmando que o país se beneficia excessivamente da relação com os Estados Unidos e deveria "demonstrar mais gratidão". O presidente também minimizou o envolvimento americano no conflito da Ucrânia, destacando a distância geográfica entre os continentes.
Sobre a Venezuela, elogiou operações conduzidas pelos EUA contra o governo de Nicolás Maduro e afirmou que esse tipo de postura deveria ser adotado por mais países.
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Ao encerrar sua participação, o presidente Donald Trump reiterou que os Estados Unidos continuarão priorizando seus interesses estratégicos, defendendo uma política externa baseada em força econômica, soberania nacional e pressão diplomática sobre aliados e adversários.