30 anos de Pokémon: o que explica o sucesso da franquia até hoje?

A capacidade de se renovar sem abandonar suas características mais conhecidas ajuda a explicar a longevidade da franquia

Pikachu e Charmander
(Crédito: Unsplash)

Lilian Campos 3 minutos de leitura
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Em 2026, Pokémon completa 30 anos como uma das franquias mais conhecidas da cultura pop. O que começou nos videogames para Game Boy, no Japão, rapidamente ganhou espaço em outras áreas do entretenimento e passou a fazer parte da infância de diferentes gerações.

Ao longo dessas três décadas, a marca se expandiu para animações, cartas colecionáveis, filmes, brinquedos, aplicativos e outros produtos. Esse modelo ajudou Pokémon a manter contato com públicos diferentes e a renovar seu alcance ao longo do tempo.

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UM UNIVERSO QUE VAI ALÉM DOS VIDEOGAMES

Os jogos continuam sendo uma das bases da franquia, mas Pokémon não depende de uma única mídia para manter o interesse do público. O anime, as cartas e os produtos licenciados ajudaram a transformar os personagens em elementos reconhecíveis mesmo por quem nunca jogou um dos títulos principais.

Essa presença em diferentes formatos também permite que cada geração tenha uma porta de entrada para a franquia. Uma criança pode conhecer Pikachu pela animação ou pelos brinquedos e, depois, chegar aos jogos ou às cartas.

O resultado é uma marca que consegue combinar entretenimento, coleção e interação social, mantendo diferentes públicos envolvidos.

NOSTALGIA AJUDA A MANTER A FRANQUIA VIVA

Outro fator importante é a capacidade de Pokémon atravessar gerações. Pessoas que conheceram a franquia nos anos 1990 e 2000 continuam consumindo seus produtos e podem apresentar os personagens aos próprios filhos.

A nostalgia, portanto, funciona ao lado das novidades. Enquanto os fãs antigos reencontram elementos familiares, os novos jogadores conhecem criaturas, histórias e os jogos pela primeira vez.

Esse efeito também aparece no mercado de cartas. Nos últimos anos, cards antigos e raros passaram a movimentar valores elevados, impulsionados pela combinação entre nostalgia, colecionismo e interesse de novos compradores.

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A FORÇA DE UMA IDEIA SIMPLES

Parte do sucesso está também na proposta central dos jogos: explorar, capturar, treinar e evoluir criaturas. A fórmula é fácil de entender, mas permite diferentes formas de jogar e criar vínculos com os personagens.

Essa combinação ajudou a transformar os Pokémons em personagens que podem ser colecionados, treinados e reconhecidos individualmente. Ao mesmo tempo, as batalhas e a troca de criaturas incentivam a interação entre jogadores.

Foi uma estrutura que nasceu no Game Boy, mas conseguiu acompanhar as mudanças da indústria e chegar a consoles, celulares, cartas e outras plataformas.

POKÉMON TAMBÉM ENFRENTA DESAFIOS

O sucesso da marca não significa que todos os lançamentos sejam recebidos da mesma maneira. Nos últimos anos, alguns dos jogos principais receberam críticas por problemas técnicos, gráficos e desempenho, especialmente em títulos como Pokémon Scarlet e Violet.

A situação levantou discussões sobre o ritmo de lançamento da franquia e sobre quanto tempo os estúdios precisam para acompanhar as expectativas atuais dos jogadores.

Ainda assim, esses problemas não parecem ter apagado o interesse pela marca. A força construída ao longo de 30 anos, somada à presença em diferentes mercados e formatos, ajuda a explicar por que Pokémon continua relevante mesmo quando uma parte dos fãs cobra mudanças nos videogames.

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UMA FRANQUIA QUE VIROU FENÔMENO GLOBAL

A trajetória de Pokémon mostra como uma ideia criada para videogames pode se transformar em um universo de entretenimento completo. A combinação entre jogos, personagens reconhecíveis, colecionismo, animação e produtos ajudou a manter a marca presente no cotidiano de diferentes gerações.

O fenômeno também ultrapassou fronteiras. Segundo o jornal britânico The Guardian, Pokémon chegou a provocar reações negativas e até proibições em escolas quando começou a ganhar popularidade em alguns mercados, mas acabou se tornando parte da infância de milhões de pessoas e um ponto de conexão entre fãs de diferentes países.

Três décadas depois, a franquia continua apostando justamente nessa capacidade de se renovar sem abandonar elementos que o público já conhece. É essa combinação entre novidade e familiaridade que ajuda a explicar sua permanência na cultura pop.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais