5 marcas que Tim Cook deixa na Apple após quase 15 anos como CEO
Cook deixa um legado que vai muito além dos novos produtos da Apple

Quando Tim Cook assumiu o comando da Apple, em 2011, a principal questão era como a companhia seguiria sem Steve Jobs.
O executivo havia sido diretor de operações e tinha um perfil mais ligado à gestão e às operações, enquanto Jobs era reconhecido por sua atuação na estratégia de produtos e na criação da identidade da empresa.
A mudança gerou dúvidas sobre a capacidade da Apple de manter o ritmo de inovação construído durante a era Jobs. Quase 15 anos depois, porém, a Apple continua entre as maiores empresas de tecnologia do mundo.
Em uma análise publicada pela Fast Company, a trajetória de Cook aparece associada a mudanças que vão além dos produtos: serviços, chips próprios, relações com a China e a condução da companhia diante de mudanças políticas também passaram a fazer parte de sua marca.
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1. APPLE AMPLIOU O ECOSSISTEMA DE PRODUTOS
Embora Cook não tenha lançado um produto com o mesmo impacto cultural do iPhone, sua gestão foi marcada pela chegada de dispositivos que se tornaram populares.
Nesse período, a Apple apresentou o Apple Watch, os AirPods e o Vision Pro. Cook também supervisionou o encerramento do iPod, em 2022.
O desempenho financeiro da companhia mostra outra dimensão de sua gestão. De acordo com a Fast Company, as ações da Apple passaram de aproximadamente US$ 13 em 2011 para mais de US$ 250.
2. SERVIÇOS VIRARAM UM PILAR DA APPLE
Cook também conduziu uma forte expansão do negócio de serviços. A empresa ampliou um ecossistema de softwares e aplicativos integrados aos seus dispositivos.
Apple Music, Apple Podcasts e Apple Fitness fazem parte dessa estratégia. A Apple também investiu no streaming com a Apple TV, lançada em 2019 como Apple TV+.
Produções como “For All Mankind”, “Ted Lasso” e “The Morning Show” ajudaram a plataforma a ganhar espaço. Em 2025, o serviço acumulou 81 indicações ao Emmy.
3. APPLE PASSOU A PRODUZIR SEUS PRÓPRIOS CHIPS
Em 2020, a Apple iniciou a transição dos Macs para os processadores Apple Silicon, desenvolvidos pela própria empresa, substituindo os chips da Intel.
O movimento ampliou a integração entre hardware e software e começou com o chip M1. A estratégia também foi pensada para acompanhar a evolução de aplicações de inteligência artificial.
4. CHINA GANHOU AINDA MAIS IMPORTÂNCIA
A China já tinha papel relevante na operação da Apple antes de Cook, mas o CEO aprofundou os vínculos com o país.
A companhia ampliou sua base de fornecedores chineses, enquanto Cook passou a visitar o país com frequência e a se reunir com autoridades e empresários. Em 2013, ele pediu desculpas aos consumidores chineses após críticas sobre o atendimento e as garantias da Apple.
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5. COOK PRECISOU NEGOCIAR COM TRUMP
Outro desafio da gestão foi conduzir a Apple durante os governos de Donald Trump, em meio à guerra tarifária e às tensões entre Estados Unidos e China.
Cook participou de eventos com o presidente, apresentou planos para ampliar a produção da Apple nos EUA e manteve encontros pessoais com Trump.
A relação também envolveu momentos mais informais. Cook chegou a jantar com o presidente e presenteá-lo com um prato de vidro da Corning gravado com base de ouro de 24 quilates.
Na despedida de Cook, Trump publicou uma mensagem positiva no Truth Social, chamando o executivo de gestor e líder "incrível".